advertisemen tA Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE) encerrou uma fábrica de sumos na cidade da Beira, província de Sofala, região centro de Moçambique, por crime contra a saúde pública, após encontrar grandes quantidades de matérias-primas fora de prazo desde 2022. “Esses corantes estão expirados e são um grande atentado à saúde pública. Por isso, decidimos apreender”, disse a inspectora-geral da INAE, Shaquila Aboobacar, acrescentando que o caso será encaminhado às autoridades competentes. Citada pela Lusa, a responsável explicou que a acção foi realizada no âmbito das actividades de monitorização da quadra festiva, acrescentando que, entre os produtos apreendidos, constam o sulfato de magnésio e corantes de sabores como uva, ananás e manga. “A utilização de matérias-primas vencidas para a produção de bebidas representa um risco elevado, sobretudo para as crianças, que constituem o principal público-alvo.” A inspectora-geral explicou ainda que a fábrica apresentava sinais de dissimulação, com armazéns camuflados como escritórios, onde eram guardadas as matérias-primas fora do prazo. “Verificámos que o armazenamento dos produtos era feito em condições inadequadas, contrariando as normas de higiene e segurança alimentar.” Aboobacar revelou que as substâncias serão destruídas através de incineração, seguindo critérios específicos devido à sua toxicidade, apelando aos produtores para respeitarem as normas sanitárias e aos consumidores para verificarem as datas de validade. A INAE é uma instituição pública de âmbito nacional, sob tutela do Ministério da Economia, e tem como missão fiscalizar todos os locais onde se proceda a qualquer actividade industrial, comercial ou de prestação de serviços.advertisement

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