advertisemen tA Corporação Financeira Internacional (IFC) está a criar uma entidade com o objectivo de reduzir o custo das mini-redes eléctricas em África, para acelerar os planos de ligar 300 milhões de africanos à electricidade até 2030, noticiou a Bloomberg, nesta terça-feira, 9 de Setembro. O mecanismo pretende levantar cerca de 300 milhões de dólares até ao final de 2025, com uma meta de longo prazo de mil milhões de dólares, segundo o CEO Andrew Herscowitz. O plano é começar a investir entre 5 e 40 milhões de dólares por empresa já no início do próximo ano, para apoiar negócios que queiram expandir as suas redes de energia. “Já identificámos várias empresas com potencial”, disse Herscowitz. “Algumas estão a instalar cerca de dez mini-redes por ano. Queremos ajudá-las a chegar às centenas ou até milhares.” As mini-redes, que usam energia solar e baterias para levar eletricidade a pequenas comunidades, são uma das soluções apoiadas pelo Banco Mundial para atingir a meta de electrificação, que pode custar dezenas de milhares de milhões de dólares. Segundo Herscowitz, as empresas precisam de investimento para aumentar a capacidade de obter crédito e comprar em grande escala, o que ajuda a reduzir custos e a acelerar o crescimento. A Mission 300 foi criada pela Rockefeller Catalytic Capital para apoiar o compromisso do Banco Mundial e do Banco Africano de Desenvolvimento de ligar 300 milhões de africanos à electricidade até 2030. Actualmente, cerca de 600 milhões de pessoas no continente ainda não têm acesso a este serviço básico, o que representa 83% do défice global. Desde a sua criação no ano passado, a Mission 300 já ajudou a conectar 30 milhões de pessoas. Herscowitz, que liderou o programa Power Africa durante sete anos, destacou: “Levámos 11 anos para dar acesso a 200 milhões de pessoas. Agora, queremos chegar a 300 milhões em apenas seis anos.”

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