advertisemen tA instituição de financiamento ao desenvolvimento da África do Sul Industrial Development Corporation (IDC) investiu 20 milhões de dólares num projecto nacional de terras raras, que tem como objectivo ajudar a União Europeia (UE) a reduzir a sua dependência da China no fornecimento de minerais críticos. De acordo com a Bloomberg, a empresa de desenvolvimento de terras raras e minerais Frontier Rare Earths informou, em comunicado divulgado nesta quinta-feira (5), que a IDC que está a apoiar o seu projecto Zandkopsdrift – um dos maiores depósitos não desenvolvidos de terras raras e manganês do mundo – na província do Cabo Setentrional. A UE, que trabalha no reforço das suas cadeias de abastecimento de minerais críticos, classificou o activo como uma iniciativa estratégica no ano passado. A Frontier afirmou que “múltiplas vias potenciais de financiamento da UE” estão “em avaliação” para o Zandkopsdrift. A instituição indicou ainda que assinou um acordo com a Carester SAS – empresa francesa especializada em processamento e separação de terras raras -, que irá aplicar tecnologia própria de extracção na mina e processar parte da produção futura numa unidade de separação actualmente em construção na França. As receitas geradas pelo subproduto de manganês fazem com que o Zandkopsdrift seja esperado como o produtor de terras raras de menor custo fora da China, de acordo com o presidente do Conselho de Administração da Frontier, Philip Kenny, no comunicado. “O investimento na subsidiária local da Frontier reflecte o nosso mandato de apoiar projectos que promovam a industrialização da África Austral e a estratégia de minerais críticos”, afirmou Rian Coetzee, director-executivo da IDC para o planeamento industrial e desenvolvimento de projectos. A IDC tem outros investimentos no sector mineiro e metalúrgico, em empresas como a produtora sul-africana de minério de ferro Kumba Iron Ore Ltd, a ArcelorMittal South Africa e a Merafe Resources. O investimento em capital próprio da IDC está a financiar um estudo definitivo de viabilidade para o Zandkopsdrift, que pretende produzir terras raras e manganês de qualidade para baterias a partir de 2030, segundo a Frontier. O comunicado não divulgou a dimensão da participação accionista da IDC. A China domina actualmente o processamento e a refinação de elementos de terras raras, que são utilizados em ímanes permanentes presentes em tudo, desde smartphones e drones até motores de veículos eléctricos e turbinas eólicas. Os Estados Unidos da América (EUA), a UE e outros países estão a tentar desenvolver fontes alternativas de abastecimento.

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