O ‘bot’ de conversação de Inteligência Artificial da rede social X, o Grok, foi apanhado pelos utilizadores a disseminar desinformação a propósito do massacre que ocorreu em Sydney, na Austrália.

O Gizmodo reuniu várias publicações do Grok onde a Inteligência Artificial identifica incorretamente Ahmed al Ahmed – que desarmou um dos dois responsáveis pelo tiroteio – e onde cita informações sobre a forma como os soldados israelitas tratam os civis na Palestina.
Numa das publicações o Grok indica mesmo que imagens Ahmed representavam um israelita a ser mantido como refém por membros do Hamas. À data da publicação desta peça, o Grok não corrigiu os erros contidos nestas publicações.

O primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, manifestou hoje solidariedade com os australianos e afirmou que o ataque armando na praia de Bondi, em Sydney, que provocou 16 mortos, não representa a Austrália.
Lusa | 06:30 – 15/12/2025

O caso está a servir para sublinhar a importância da verificação de factos nas redes sociais e servir de exemplo para as dificuldades do Grok e de outras ferramentas de Inteligência Artificial em partilhar informação de forma confiável.
Massacre na Austrália
O ataque em Bondi Beach ocorreu por volta das 18:40, hora local (07:40 em Lisboa), de domingo, quando dois homens armados com espingardas abriram fogo contra a multidão reunida num parque próximo da praia, uma das mais movimentadas e turísticas do país.
Catorze pessoas – incluindo um dos assaltantes – morreram no local do crime e outras duas, nomeadamente uma menina com 10 anos e um homem de 40, faleceram posteriormente no hospital.
Pelo menos 42 pessoas ficaram feridas, sete das quais continuam em estado crítico.
As autoridades australianas confirmaram que os alegados autores do ataque terrorista são um homem de 50 anos, que morreu após confrontos com a polícia, e o filho de 24 anos, que continua hospitalizado sob custódia policial.
A polícia indicou que não procura mais suspeitos e que o falecido tinha licença para armas de grande calibre desde 2015, possuindo, pelo menos, seis armas registadas em seu nome, e pertencia a um clube de armas.

O presidente norte-americano, Donald Trump, condenou hoje o ataque a uma festa judaica em Sydney, na Austrália, que provocou pelo menos 15 mortos, classificando-o como um ato “puramente antissemita”.
Lusa | 21:35 – 14/12/2025

O suposto assaltante “cumpria os critérios de elegibilidade para uma licença de porte de arma”, disse numa conferência de imprensa anterior o comissário da Polícia de Nova Gales do Sul, cuja capital é Sydney, Mal Lanyon.
O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, anunciou que o seu Governo considera “endurecer as leis” de posse de armas.
“O governo está preparado para tomar todas as medidas necessárias, incluindo a necessidade de endurecer as leis sobre armas”, disse Albanese antes da reunião esta tarde do Gabinete Nacional, na qual participam os líderes das diferentes jurisdições do país.
Albanese precisou numa conferência de imprensa que, entre as possíveis medidas, pode vir a ser estabelecido um “limite no número de armas” por pessoa e a “revisão das licenças”.
Um dos supostos autores do ataque de domingo em Bondi Beach, uma praia popular nos arredores de Sydney, contra pessoas que participavam num evento comemorativo da comunidade judaica, tinha licença para porte de armas.
“As circunstâncias das pessoas mudam. As pessoas podem radicalizar-se com o tempo. As licenças (de porte de arma) não podem ser perpétuas”, afirmou o chefe do Governo australiano.
Leia Também: Sobe para 16 o número de mortos no tiroteio em Sydney. Há 38 feridos

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