
“IA continua intacta”. Ações chinesas regressam de feriados em recordes As bolsas asiáticas terminaram a sessão desta quinta-feira com valorizações significativas, à boleia, mais uma vez, do otimismo em relação aos investimentos em inteligência artificial, onde os investidores parecem estar a redobrar as apostas. O índice MSCI para as ações mundiais chegou a subir para perto do recorde de 4.356,33 pontos atingido no início da semana. Esta foi a nona vez em dez sessões que o índice subiu, liderado por empresas de tecnologia como o SoftBank Group, que escalou mais de 11%, um dia após a gigante japonesa anunciar um acordo para comprar a divisão de robótica da empresa de engenharia suíça ABB, num acordo de 5,4 mil milhões de dólares. “O tema da IA continua intacto, já que vemos um novo fluxo de investimentos multimilionários a entrar no setor”, escreveram analistas do JPMorgan numa nota citada pela Reuters. O banco norte-americano reviu ainda em alta as perspetivas de crescimento dos lucros no setor da tecnologia na próxima “earnings season” para 20,9%, face aos 15,9% apontados em junho. Além disso, o iene japonês está a recuperar terreno após ter atingido o nível mais fraco em relação ao dólar desde fevereiro, gerando especulações sobre uma intervenção oficial, com a nomeação de uma nova líder do partido no poder, que está perto de se tornar na primeira-ministra do Japão. O centro das atenções nesta sessão foram as ações chinesas, que voltaram de uma semana de pausa devido à chamada Semana Dourada. O Shangai Composite saltou 1,32% para 3.993,31 pontos e tocou um novo recorde durante a negociação: 3.936,576 pontos. Os investidores estão a ponderar se o entusiasmo renovado pela inteligência artificial, que ainda está a reagir às novidades com a OpenAI, pode superar os dados mais fracos dos gastos dos consumidores chineses no mês passado. A China anunciou também esta quinta-feira a imposição imediata de controlos sobre as exportações de tecnologias ligadas às terras raras, reforçando a regulação num setor central nas tensões comerciais com os Estados Unidos. Em Hong Kong, o Hang Seng marca a exceção, ao recuar 0,20% para 26.779,50 pontos. No Japão, o Nikkei 225 negoceia em máximos históricos, ao subir 1,80% para 48.596,50 pontos, isto depois de novos dados terem mostrado que fundos offshore compraram um valor líquido de 2,5 biliões de ienes em ações japonesas na semana encerrada a 4 de outubro. O Topix avançou 0,68% para 3.257,77 pontos. Na Coreia do Sul, o Kospi continua encerrado devido a um feriado nacional. Os ganhos nas ações asiáticas seguiram a tendência em Wall Street no dia anterior, que fecharam em novos máximos históricos. Os “traders” parecem estar a ignorar as preocupações com uma potencial bolha das tecnológicas, preferem concentrar-se na resiliência das empresas e nos novos cortes nas taxas de juro pela Reserva Federal. Na Europa, o Stoxx 600 iniciou a sessão a recuar ligeiramente, numa sessão em que o mercado deverá reagir ao acordo de paz entre Israel e Hamas, bem como aos novos desenvolvimentos da crise polítca em França.
Painel