A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), localizada na província de Tete, centro de Moçambique, anunciou esta quarta-feira (22) a intenção de construir um museu tecnológico destinado a “preservar e divulgar a história” de um dos maiores empreendimentos de engenharia de África. A iniciativa visa também projectar o futuro da empresa através da inovação e do conhecimento científico. De acordo com o edital do concurso público, a HCB pretende criar “um museu tecnológico de referência, concebido como uma infra-estrutura icónica ao serviço da sociedade, destinada a preservar e divulgar a história do empreendimento e a projectar o futuro através da inovação”. O documento marca o início do processo de elaboração do conceito do projecto. O mesmo edital sublinha que o futuro museu “deverá afirmar-se como um símbolo cultural e arquitectónico, integrando soluções físicas, digitais e itinerantes”. A nova infra-estrutura funcionará igualmente “como plataforma para a promoção do turismo cultural e científico, reforçando a ligação entre tecnologia, comunidade e território.” A HCB é descrita como “uma das maiores obras de engenharia de África e símbolo do desenvolvimento energético, tecnológico e sustentável de Moçambique e da região”. O edital realça ainda que “o seu legado constitui património arqueológico industrial de elevado valor histórico, científico e cultural, sendo também motor de desenvolvimento da vila de Songo, na província de Tete.” O museu contará com diversas infra-estruturas, incluindo uma oficina de restauro e conservação, espaços para exposições temporárias e permanentes, biblioteca, auditório e uma área interactiva, destinada à promoção de actividades educativas e científicas. Segundo dados oficiais, a HCB assegura mais de 80% da produção de electricidade em Moçambique, fornecendo também energia a países vizinhos. Desde 2007, a empresa já pagou cerca de 1,8 mil milhões de dólares (aproximadamente 116,7 mil milhões de meticais) ao Estado moçambicano, contribuindo de forma significativa para a economia nacional. A empresa é detida em 90% pelo Governo moçambicano, 7,5% pela portuguesa Redes Energéticas Nacionais e 2,5% pela Electricidade de Moçambique. Opera na quarta maior albufeira de África, com uma área de 2700 quilómetros quadrados e uma profundidade média de 26 metros. A empresa emprega cerca de 800 trabalhadores e desempenha um papel fundamental no sector energético e no desenvolvimento económico do País. Fonte: Lusaa dvertisement

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