A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), localizada na província de Tete, está a procurar formas de aumentar a sua capacidade de produção, actualmente fixada em 2075 megawatts (MW), para aproveitar melhor as oportunidades criadas pelo défice energético na África Austral. A empresa quer reforçar o papel de Moçambique como fornecedor estratégico de energia na região. Para tal, a HCB tem projectadas obras de reabilitação do parque electroprodutor da central, além de implementar outras iniciativas de geração de electricidade. O objectivo é garantir que a produção não seja afectada durante as intervenções e que seja reforçada a médio prazo. Segundo o presidente do Conselho de Administração (PCA) da HCB, Tomás Matola, a empresa pretende contribuir para reduzir o défice de energia, sobretudo da África do Sul, e posicionar Moçambique como “centro” regional na produção e fornecimento de electricidade nos próximos anos. Intervindo na última sexta-feira, 12 de Setembro, em Songo, província de Tete, no encerramento da 2.ª Edição das Jornadas Técnico-Científicas promovidas pela HCB, Matola alertou que o País deve avançar com determinação, sob pena de perder espaço e oportunidades. “Temos de avançar agora. Caso contrário, os vizinhos encontrarão alternativas e ficaremos para trás”, afirmou. O PCA explicou que o avanço depende da reabilitação do parque electroprodutor, considerado quase obsoleto, da construção da Central Norte e de uma central fotovoltaica. A HCB já iniciou a reabilitação através do projecto CAPEX Vital, um plano de investimento em infra-estruturas para modernizar e reforçar a capacidade de produção da central. Paralelamente, decorrem pré-estudos para a construção de uma central fotovoltaica com capacidade de 400 MW, de forma a garantir que a produção actual não seja afectada durante as intervenções, mas aumentada com a conclusão dos trabalhos prevista para 2032. Está também em pré-estudo o plano de construção da Central Norte, na própria barragem da HCB. O dossiê deverá ser submetido ao Conselho de Ministros ainda este ano, para que o projecto arranque em 2026. Quando concluída, a Central Norte terá capacidade para produzir 1245 MW, através de três grupos geradores de 415 MW cada. Tomás Matola adiantou que a visão da HCB para 2034 é alcançar uma produção global de 4 mil MW, reforçando a posição de Moçambique como fornecedor-chave de energia na região e aproveitando ao máximo as oportunidades do mercado energético africano. Fonte: notícias
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