O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, escusou-se a comentar a saída de Maria Lúcia Amaral do cargo de ministra da Adimistração Interna. “A sra. ministra entendeu que não tinha condições pessoais e políticas para continuar em funções, como diz o comunicado, transmitiu essa vontade ao primeiro-ministro, o primeiro-ministro transmitiu ao Presidente e eu aceitei esse pedido de demissão”, disse aos jornalistas. Marcelo Rebelo de Sousa recorda que a lei orgânica do Governo permite que, nas circusntâncias em que não é possível substituir de imediato o membro do Governo demissionário, seja o chefe do Executivo a assumir a pasta. “Foi isso que aconteceu. (O primeiro-ministro) assume essas funções e depois apresentará uma proposta para o futuro”. Questionado sobre se a saída não terá sido tardia, Marcelo foi peremptório. “Não vou substituir-me ao juízo da própria. Quem tomou a decisão ponderou as circunstâncias e entendeu que não tinha condições pessoais e políticas para continuar”, reiterou. “Esta é uma situação complexa que vivemos nas últimas semanas. Há que respeitar a vontade da ministra. Eu compreendi e aceitei (a demissão). Amanhã veremos”, concluiu Marcelo Rebelo de Sousa, que termina o mandato a 9 de março. A ministra da Administração Interna pediu esta terça-feira a demissão do cargo no seguimento da gestão do impacto de várias tempestades que assolaram o país nas últimas semanas, causando pelo menos 15 mortos, milhares de deslocados e avultados danos materiais.

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