a d v e r t i s e m e n tA Guiné-Bissau agendou eleições presidenciais e legislativas para o dia 6 de Dezembro de 2026, na sequência de um golpe de Estado ocorrido no final do ano passado, que interrompeu o processo eleitoral no conturbado país da África Ocidental. A data foi fixada por decreto presidencial, assinado nesta quarta-feira (21), e citado pela Reuters. 

Oficiais do Exército no Estado da África Ocidental intervieram um dia antes da comissão eleitoral anunciar os resultados de uma eleição contestada. Os militares, que se autodenominaram Alto Comando Militar, derrubaram o então Presidente em funções, Umaro Sissoco Embaló, e instalaram, no dia seguinte, o major-general Horta Inta-a como presidente interino.

As missões de observação eleitoral da União Africana (UA) e da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) tinham afirmado que o processo eleitoral decorreu de forma “ordeira e organizada”, pedindo respeito pela vontade dos eleitores e pelos princípios democráticos, num balanço preliminar das eleições na Guiné-Bissau feito no início da semana.

Após o anúncio do Alto Comando Militar, os ministros dos Negócios Estrangeiros da CPLP recomendaram aos chefes de Estado a suspensão temporária da Guiné-Bissau da organização, no seguimento do ocorrido no país.

O golpe foi, também, criticado pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que apelou à restauração da ordem constitucional e à continuação do processo eleitoral. No entanto, a Comissão Nacional de Eleições afirmou não ter sido possível concluir o processo, depois de homens armados terem apreendido boletins de voto e destruído servidores que armazenavam os resultados.

O golpe na Guiné-Bissau é o nono na África Ocidental e Central em cinco anos, aprofundando as preocupações com o retrocesso democrático numa região que já enfrenta insegurança e instabilidade política.

Post a comment

Your email address will not be published.

Related Posts