O realizador mexicano Guillermo del Toro – responsável por filmes como ‘O Labirinto do Fauno’ e ‘A Forma da Água’ – afirmou que “preferia morrer” a usar Inteligência Artificial nos seus filmes.

Mais ainda, del Toro também comparou os líderes de empresas tecnológicas com Victor Frankenstein na obra de Mary Shelley que acaba de adaptar para a Netflix.
Em entrevista com a NPR, del Toro afirmou que não está propriamente preocupado com a Inteligência Artificial mas sim com a “estupidez natural” que, de acordo com o realizador, é o que “impulsiona a maioria das piores características do mundo”.
“Queria que a arrogância do Victor (Frankenstein) fosse, em alguns aspetos, semelhante à dos tipos da tecnologia”, explicou del Toro. “Ele é um pouco cego ao criar algo sem considerar as consequências e acho que é preciso parar para refletir para onde estamos a caminhar”.
O realizador – que se encontra a promover o lançamento do filme ‘Frankenstein’ nos cinemas antes que estreie na Netflix no começo de novembro – adiantou ainda que não está e “nunca” estará interessado em Inteligência Artificial generativa.
“Tenho 61 anos e espero continuar desinteressado em usar (Inteligência Artificial generativa) até morrer”, afirmou del Toro. “No outro dia, alguém me escreveu um e-mail a perguntar qual era a minha posição em relação a Inteligência Artificial e a minha resposta foi muito curta. Disse: ‘Preferia morrer’”.
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