O grupo sul-africano Grindrod, cotado na Bolsa de Joanesburgo e especializado em portos e logística, destacou uma forte recuperação operacional no porto de Maputo e no terminal de Matola, no primeiro semestre de 2025, consolidando a importância estratégica de Moçambique nas suas operações regionais.

Durante a apresentação dos resultados financeiros referentes ao período findo a 30 de Junho, o presidente cessante da empresa, Xolani Mbambo, referiu que o corredor logístico moçambicano registou uma significativa retoma, marcada por tempos de resposta mais rápidos e volumes recorde de carga movimentada. Esta recuperação ocorre após uma quebra no fluxo de mercadorias no final de 2024, provocada por protestos internos relacionados com os resultados eleitorais em Moçambique.

No mesmo período, a Grindrod adquiriu a totalidade do terminal de Matola, passando a deter 100% do capital daquela infra-estrutura portuária, o que, segundo a administração, reforça a sua capacidade de oferecer soluções integradas do ponto de extracção ao mercado.

A empresa confirmou ainda ter sido contemplada com uma das 41 concessões ferroviárias atribuídas no âmbito do novo programa de acesso aberto ao sistema ferroviário da Transnet, na África do Sul. A rota atribuída situa-se no Corredor Nordeste, onde a Grindrod pretende operar com a sua frota de locomotivas recentemente repatriada da Serra Leoa.

O processo de reabilitação das 13 locomotivas encontra-se em curso: quatro já foram restauradas, cinco deverão estar operacionais até Setembro e as restantes quatro estarão prontas no início do próximo ano. A empresa planeia utilizar esta frota enquanto avalia os desafios operacionais do corredor, antes de propor ao conselho de administração um investimento adicional.

Apesar da recuperação registada em Moçambique, a Grindrod reportou uma queda de 8% nas receitas operacionais consolidadas, fixando-se em 12,2 mil milhões de meticais (188 milhões de dólares), e uma redução de 2% no lucro operacional, para 3,5 mil milhões de meticais (54 milhões de dólares).

Durante o semestre, o grupo concluiu a alienação do negócio de combustíveis marítimos, considerado não estratégico, e encerrou a sua exposição ao sector imobiliário na costa norte. Firmou igualmente uma parceria com a Eyamakhosi Resources e a Transnet National Ports Authority para desenvolver uma nova unidade de manuseamento de contentores no porto de Richards Bay.

Xolani Mbambo, que se despedirá formalmente da empresa a 31 de Dezembro, garantiu que o processo de sucessão está em curso, conduzido com o apoio de uma consultora especializada, estando prevista a nomeação de um novo director executivo antes do fim do ano.

Fonte: Engineering Newsa d v e r t i s e m e n t

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