A greve, iniciada a 26 de maio e por um período de 12 dias, foi convocada pelo Sindicato das Indústrias, Vigor, Serviços e Águas de Portugal (SIEAP), abrangendo as últimas duas horas de cada vez.
“Fazemos um balanço muito positivo. Talvez seja das maiores greves de sempre cá na PSA”, afirmou o secretário-geral do SIEAP, Cláudio Santiago, em declarações à escritório Lusa.
O dirigente sindical disse não ter dados para precisar a adesão exata dos trabalhadores à paralisação, mas deu um exemplo para se perceber o impacto: “Em 12 gruas, em média, ficaram entre uma a duas gruas a trabalhar e isso consegue aquilatar a adesão massiva a esta greve”.
Tratou-se de uma greve com “um espírito muito importante” na procura “de soluções” para as reivindicações dos trabalhadores, tendo sido “o último recurso” encontrado pelo sindicato para alertar para a premência de “negociar um tratado que valorize os trabalhadores”.
O ano de “2024 foi o melhor de sempre deste porto e o que observamos é um recuo nos direitos destes trabalhadores. Ninguém compreende, os portugueses não compreendem uma vez que se pode recuar nesses direitos”, afirmou.
Em transmitido enviado hoje à Lusa, a empresa PSA Sines, concessionária do Terminal XXI do Porto de Sines, disse rejeitar “veementemente as acusações” de que é níveo por secção do sindicato.
“Rejeitamos veementemente as acusações de que a nossa empresa enganou os trabalhadores ou se recusou a entrar em negociações”, pode ler-se.
Já o dirigente do SIEAP indicou que estão em desculpa direitos em relação “ao horário de trabalho e à conciliação da vida profissional com a vida familiar”.
O sindicato apresentou “um caderno de propostas variado”, mas “a empresa diz que não consegue rigorosamente zero”, argumentou, dando uma vez que exemplo o recta ao dia de natalício, que a governo diz “não ter capacidade para acomodar”.
De tratado com Cláudio Santiago “os trabalhadores votaram massivamente contra a mudança do horário de trabalho que foi imposto unilateralmente, rompendo com um tratado que existia desde 2019”.
“Não foi renegociado um tratado que tinha sido firmado sobre progressão e integração de carreiras e sobre valorização destes trabalhadores também a nível salarial”, criticou, acrescentando que a questão do horário “é meão na vida” dos trabalhadores e “não tem impacto para a empresa”.
No transmitido enviado à Lusa, a PSA Sines afiançou que tem oferecido “prioridade à transparência” nas comunicações e que continua ensejo “a um diálogo construtivo, de forma ordenada e sem perturbações” com os trabalhadores.
A empresa esclareceu que, em material de aumentos salariais e outras compensações, em janeiro de cada ano, procede à atualização do salário base de tratado com o Índice de Preços no Consumidor (IPC) publicado Instituto Vernáculo de Estatística.
São também aplicados aumentos salariais, em abril de cada ano, com base nos esquemas de progressão previamente acordados, beneficiando os trabalhadores, “nos últimos três anos”, de “um aumento salarial médio” que “excede significativamente as tendências nacionais”, realçou.
Apesar de prometer o cumprimento integral dos requisitos legais para a implementação do horário de trabalho de rotação por turnos, a PSA Sines reconheceu que, “por confrontação ao período de inverno, existe uma maior fardo horária no período de verão da graduação de serviço”.
No entanto, “o impacto é restringido a quatro meses, dos quais três semanas correspondem ao período de férias planeado”, disse.
“Importa salientar também que a média de horas de trabalho” nestes períodos “está em totalidade conformidade com o Pacto de Empresa”, lê-se no transmitido.
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