advertisemen tO panorama energético africano atravessa uma transformação histórica. Desde o hidrogénio verde na Namíbia até aos projectos hidroeléctricos em Moçambique e na Zâmbia, o continente redefine o seu modelo de crescimento em torno da sustentabilidade e da resiliência climática. Longe de ser um participante passivo na transição energética global, África posiciona-se cada vez mais como um fornecedor de soluções — uma região capaz de impulsionar o seu próprio desenvolvimento enquanto contribui para os esforços mundiais de descarbonização. Da ambição à acção A transição não é meramente retórica. Projectos como a Hidroeléctricoade Mphanda Nkuwa, em Moçambique, e o Kafue Gorge Lower, na Zâmbia, provam que infra-estruturas renováveis ​​de grande escala podem estimular tanto o crescimento económico como a integração regional. Juntos, integram um movimento continental para expandir a capacidade de geração limpa, reforçar a estabilidade das redes eléctricas e exportar energia excedentária para países vizinhos através de iniciativas como o Southern African Power Pool (SAPP). Igualmente transformadoras são as ambições africanas no domínio do hidrogénio verde, sobretudo na Namíbia e na Mauritânia. O Projecto Hyphen da Namíbia — um dos desenvolvimentos de hidrogénio mais avançados do mundo — visa transformar o país num importante exportador de combustíveis verdes, contribuindo simultaneamente para a industrialização interna através da criação de empregos locais e da transferência de tecnologia. Financiando o futuro Uma característica definidora desta nova era é a determinação de África em auto-financiar parcialmente a sua transição energética. Instrumentos de financiamento misto, obrigações verdes soberanas e bancos regionais de desenvolvimento, como o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), expandem o seu papel na mitigação de riscos e na mobilização de capital privado. Como resultado, os investimentos energéticos tornam-se mais acessíveis, com a participação de investidores globais, incluindo o pacote de 13,8 mil milhões de dólares da Equipa Europa e fundos climáticos direccionados para o hidrogénio, para a energia solar e para as tecnologias de armazenamento. Um continente de oportunidades O potencial de África é incomparável. O continente detém 60% dos melhores recursos solares do mundo, vastas reservas hidroeléctricas por explorar e importantes corredores de vento. Contudo, a oportunidade vai além da produção de energia: a transição está também a reconfigurar as indústrias — desde a mobilidade eléctrica no Quénia e no Ruanda até ao fabrico local de componentes solares e sistemas de baterias no Egipto e na África do Sul. Para os investidores, isto representa não apenas um imperativo moral, mas também uma fronteira económica. À medida que a procura mundial por energia sustentável se intensifica, África coloca-se no centro da próxima grande vaga de industrialização verde. Fonte: Further Africa

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