Os Governos de Moçambique e Zimbabué anunciaram neste sábado, 22 de Novembro, a pretensão de instalarem fronteiras de paragem única na fronteira de Machipanda, província de Manica, e na linha de fronteira com a província de Tete, até ao terceiro trimestre de 2026.
“Nós acordamos igualmente concluir o acordo quadro para a criação do posto fronteiriço único, em focos em Machipanda (Manica) e Nyampanda Cuchamano (Tete) até ao final do terceiro trimestre de 2026”, afirmou o Presidente zimbabueano, Emerson Mnangagwa, que falava em conferência de imprensa conjunta, no âmbito da sua visita de Estado a Moçambique.
De acordo com Mnangagwa, os dois Governos acordaram ainda implementar medidas de facilitação do comércio entre os dois países, através da eliminação tarifárias e não tarifárias ao comércio, no âmbito dos quadros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e da Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA).
“Nós realçamos como componente importante e classificador do desenvolvimento económico e desenvolvimento sustentável. Nós centralizamos, particularmente, medidas para melhorar a eficiência no movimento de produtos petrolíferos do porto da Beira”, acrescentou, em referência aos encontros prévios mantidos entre as partes momentos antes da conferência de imprensa.
Segundo o Presidente zimbabueano, os dois países acordaram a instalação de um porto seco no distrito de Dondo, província de Sofala, no centro do País, para melhorar a utilização do Corredor de Desenvolvimento da Beira.
“Isso em benefício, não só dos nossos países, mas também de toda a região, no geral”, disse, destacando a importância da contínua relação e comparação dos dois países nos sectores energéticos e de transporte.
Ainda no âmbito da visita de Estado Emerson Mnangagwa, os Governos de Moçambique e Zimbabué assinaram três memorandos de entendimento para cooperação nas áreas sociais e económicas, com enfoque para desenvolvimento da mulher e promoção de cooperativas.
Trata-se de memorandos que abordam o desenvolvimento da mulher e questões do género, cooperação no domínio da juventude, e sobre cooperação para a promoção do desenvolvimento de cooperativas e das micros, pequenas e médias empresas.
Fonte: Lusaa d v e r t i s e m e n t
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