Os Governos de Moçambique e da Zâmbia assinaram nesta quinta-feira, 23 de Outubro, um acordo para o estabelecimento de um Posto Fronteiriço de Paragem Única (PFPU) entre os dois países, cujo objectivo é flexibilizar as trocas comerciais e desenvolver a economia.

“Assinámos um acordo para construir um posto de paragem única, na fronteira de Cassacatiza, que fica entre a Zâmbia e Moçambique, para acelerar o comércio entre os dois países irmãos. Consideramos que devemos continuar unidos e coesos, para estimular o desenvolvimento”, explicou o chefe do Estado, Daniel Chapo, em declarações à imprensa após a assinatura do acordo.

Por sua vez, o Presidente zambiano, Hakainde Hichilema, manifestou interesse em expandir as relações nas diversas áreas, com destaque para o comércio, referindo que serão ainda assinados novos acordos nos sectores de energia e gás.

Recentemente, o Executivo anunciou que vai lançar concursos públicos internacionais para modernizar e expandir dois postos de fronteira nas províncias de Manica e Tete, através de parcerias público-privadas. A decisão, aprovada em Conselho de Ministros, visa garantir maior “fluidez” na circulação de pessoas e bens e reforçar a eficiência dos corredores logísticos nacionais.

“O Conselho de Ministros aprovou a resolução que autoriza o Ministério que superintende a área de transportes e logística a avançar com o lançamento do concurso público internacional para a concessão do projecto integrado de modernização e expansão da fronteira de Machipanda (na província de Manica), em regime de parceria público-privada”, explicou o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa.

De acordo com o responsável, foi igualmente aprovada a modernização e expansão do posto de fronteira de Cassacatiza, na província de Tete, com o mesmo modelo de parceria. Estes projectos fazem parte da estratégia nacional de melhoria das infra-estruturas de transporte e comércio, consideradas fundamentais para o crescimento económico do País.

Em Março, Moçambique e Zâmbia assinaram um memorando de entendimento intergovernamental para a interligação dos sistemas energéticos dos dois países, construindo uma linha de transporte de electricidade de 376 quilómetros, num investimento de 411,5 milhões de dólares, através das empresas Electricidade de Moçambique (EDM) e a sua congénere zambiana, ZESCO (Zambia Electricity Supply Corporation).

Actualmente, a Zâmbia está a viver um momento de viragem, após a reestruturação da sua dívida, e surge como um destino cada vez mais atractivo para investimentos. O país, que atravessou anos de turbulência económica, goza agora de uma credibilidade macroeconómica renovada. Com a inflação a estabilizar e o kwacha, a moeda nacional do país, a tornar-se mais previsível, a Zâmbia é agora uma das economias mais promissoras de África até 2026.a d v e r t i s e m e n t

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