a d v e r t i s e m e n tO Governo do Zimbabué voltou a proibir as importações de milho para apoiar os agricultores locais e, este ano, já cultivou o suficiente para abastecer as suas fábricas de moagem após uma farta colheita, noticiou a Reuters, nesta segunda-feira (25).
Segundo informou, a melhoria da precipitação fez aumentar a produção e inverteu o declínio acentuado registado no ano passado, quando uma seca induzida pelo El Niño obrigou o país a depender de importações, incluindo de milho geneticamente modificado.
“Avaliamos a situação todos os dias. Temos de proteger as compras nacionais dos nossos agricultores locais”, afirmou Obert Jiri, secretário Permanente do Ministério da Agricultura.
O Zimbabué, que consome cerca de 1,8 milhão de toneladas métricas de milho anualmente, viu a produção cair para cerca de 800 mil toneladas métricas em 2023-24, de 2,3 milhões de toneladas métricas dois anos antes. Essa crise levou o Governo a levantar temporariamente as restrições à importação para aliviar a escassez de alimentos.
O governante salientou que a recuperação deste ano, combinada com os programas de apoio do Estado, como a iniciativa Pfumvudza para pequenos agricultores, deixou o país com reservas suficientes.
O analista independente Paul Chidziva advertiu que o sector agrícola do Zimbabué – que emprega cerca de 70% da população – continua vulnerável às secas e a outros fenómenos meteorológicos extremos exacerbados pelas alterações climáticas.
O Governo está a promover culturas tolerantes à seca, como o sorgo e o painço. Obert Jiri destacou ainda que o actual excedente constitui uma rara oportunidade para reforçar a segurança alimentar e reduzir a dependência das importações.
Em 2020, o Zimbabué gastou 300 milhões de dólares em divisas escassas na importação de milho, uma vez que as sucessivas secas deixaram mais de metade da população a necessitar de ajuda alimentar.
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