a d v e r t i s e m e n tO Governo da África do Sul vai atribuir quotas de exportação de troféus para abrir caminho à caça de rinocerontes-negros, elefantes e leopardos, pela primeira vez em cerca de seis anos, noticiou a Bloomberg, nesta segunda-feira, 9 de Fevereiro.
De acordo com a agência, a decisão do ministro das Florestas, Pescas e Meio Ambiente, Willie Aucamp, põe termo a um impasse que travou caçadas avaliadas em até 350 mil dólares cada e provocou agitação no segundo maior partido político do país, a Aliança Democrática.
As quotas são consideradas pelas associações de caça profissional e de criação de fauna selvagem como fundamentais para preservar a atractividade de uma indústria avaliada em 2,7 mil milhões de dólares. Sem a possibilidade de exportar troféus, como as presas de elefante dos animais abatidos, muitos caçadores estrangeiros têm evitado o país.
A Wildlife Ranching South Africa processou o antigo ministro do Ambiente, Dion George, que foi afastado do cargo em Novembro, a pedido da Aliança Democrática, partido a que pertencia, por se ter recusado a atribuir as quotas.
George foi substituído por Willie Aucamp, também da Aliança Democrática, após a apresentação de várias queixas contra ele, incluindo a falta de diálogo com a indústria da caça relativamente às quotas.
Aucamp afirmou, num comunicado do Governo divulgado na sexta-feira (6), que planeia autorizar este ano a exportação de troféus provenientes de 150 elefantes, 12 rinocerontes-negros e 11 leopardos, mantendo-se as mesmas quotas em 2027. A decisão foi colocada em consulta pública por 30 dias, conforme exige a lei.
A caça de um rinoceronte-negro na África do Sul pode custar até 350 mil dólares, enquanto a licença para abater um elefante varia entre 75 mil e 100 mil dólares, e uma caçada ao leopardo ronda os 40 mil dólares.
A indústria perdeu até 140,1 milhões de dólares em resultado deste impasse, com o país a ceder quota de mercado a concorrentes regionais, salientou anteriormente o director-executivo da WRSA, Richard York.
Activistas pelos direitos dos animais e alguns conservacionistas opõem-se às caçadas, uma vez que as três espécies se encontram ameaçadas em algumas regiões de África.
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