advertisemen tO Governo de Cabo Verde vai desenvolver, durante este ano, um sistema de alerta precoce que ajude a proteger a população, por exemplo, face a tempestades como a que surpreendeu a ilha de São Vicente, em Agosto de 2025, matando nove pessoas. “O plano está agora a avançar rapidamente para a revisão e validação pública, em 2026, estando a implementação prevista para começar e estender-se por um período de cinco anos”, anunciou a Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência das Nações Unidas. A iniciativa faz parte do plano “Alertas Precoces para Todos” (EW4All, em inglês) das Nações Unidas, que visa criar ferramentas em rede para, até 2027, proteger toda a população do planeta face a diversas ameaças (tempestades, cheias, secas, ondas de calor, entre outras). No documento, consultado esta quarta-feira (7) pela Lusa, explica-se que “estão em curso esforços para alinhar os recursos do orçamento nacional e os projectos de cooperação”, de forma a reforçar as capacidades nacionais, alinhando serviços de protecção civil e socorro, previsão meteorológica, acção climática e regulação económica. “Cabo Verde está a avançar na preparação de uma proposta de alerta precoce multirriscos (MHEWS, sigla em inglês) ao Fundo Verde para o Clima para apoiar a implementação do plano nacional”, uma via de financiamento para “investimentos sustentados que reforcem as capacidades técnicas, a coordenação institucional e os serviços de alerta centrados nas pessoas“, detalhou a OMM. O Fundo Verde para o Clima é o principal fundo climático global, criado pela Convenção-Quadro da ONU sobre Mudanças Climáticas. Ao reunir “o compromisso político, a coordenação técnica e as vias de financiamento, o país está a lançar as bases para garantir que os alertas precoces conduzam a acções atempadas, reduzindo perdas e salvaguardando vidas face ao aumento de eventos extremos, climáticos e meteorológicos”, acrescentou a organização. Nos bastidores, avançam trabalhos técnicos com vista à identificação do risco de desastres, melhoria das formas de detecção e previsão, disseminação e comunicação dos alertas, além do afinamento das metodologias de preparação e resposta a desastres. Segundo a OMM, 2025 deverá ter sido o segundo ou terceiro ano mais quente de que há registo. O aquecimento oceânico leva a consequências como a degradação dos ecossistemas marinhos e a intensificação das tempestades tropicais e subtropicais, acelerando a perda de gelo marinho nas regiões polares e a subida do nível do mar. O número de países com sistemas de alerta precoce multirriscos subiu para 119, mas a OMM indicou, em Novembro, a persistência de lacunas que exigem mais investimento para prevenir desastres.
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