O Governo suspendeu, esta quarta-feira (10), as actividades da empresa Transportes Ideal, operadora da linha CityLink, e do respectivo condutor envolvidos no acidente de viação que, no domingo, resultou na morte de sete pessoas e no ferimento grave de outras duas, no distrito da Manhiça, província de Maputo, segundo informou a Lusa. A decisão foi anunciada pelo ministro dos Transportes e Comunicações, João Matlombe, que, segundo comunicado oficial enviado à imprensa, determinou “a suspensão imediata das actividades de transporte de passageiros da empresa Transportes Ideal, da qual faz parte a CityLink, e o respectivo condutor”, sublinhando que a medida foi tomada “em defesa da vida dos cidadãos.” De acordo com informações prestadas pelo Ministério dos Transportes e Comunicações, o autocarro da CityLink terá efectuado uma ultrapassagem sem as devidas precauções, embatendo de forma violenta contra um mini-autocarro que circulava em sentido contrário.advertisement O acidente, que resultou também em vários feridos ligeiros e danos materiais consideráveis, é atribuído ao excesso de velocidade e a manobras irregulares, causas igualmente apontadas pela Polícia da República de Moçambique (PRM). Na sequência do sinistro, foi criada uma comissão de inquérito, com um prazo de 15 dias, encarregada de apurar as causas do acidente e emitir recomendações sobre eventuais medidas adicionais a aplicar. No dia seguinte ao acidente, o ministro João Matlombe classificou o incidente como resultado de “imprudência total”, prometendo medidas exemplares contra os responsáveis ​​directos. Por sua vez, o Presidente da República, Daniel Chapo, lamentou publicamente a perda de vidas humanas, apelando a uma condução responsável e ao respeito pelo código da estrada, sublinhando que “continua a ser fundamental para preservar vidas e evitar mais derramamento de sangue nas vias nacionais.” O chefe do Estado voltou a manifestar preocupação com os índices de sinistralidade rodoviária no País, que, de Janeiro a Setembro deste ano, já causaram 662 mortes, número superior ao total de óbitos provocados pela malária no mesmo período. Ainda recentemente, o Presidente alertou para a necessidade de a polícia adoptar medidas eficazes de prevenção e combate aos acidentes, criticando o que classificou como “apadrinhamento criminoso e cúmplice” por parte de alguns comandos da corporação.advertisement

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