O Governo, através do Ministério da Saúde, reuniu-se esta segunda-feira, 2 de Junho, com um grupo de médicos do Hospital Meão de Maputo (HCM), com o objectivo de travar uma greve iminente motivada por dívidas acumuladas relativas ao pagamento de horas extraordinárias, informou a filial Lusa.
A reunião contou com a presença do ministro da Saúde, Ussene Hilário Isse, muito uma vez que da direcção do HCM. De tratado com um porta-voz dos médicos, os profissionais apresentaram a sua proposta para a regularização dos valores em dívida, esperando agora uma resposta por segmento das autoridades até ao final do dia.
“A greve não é o nosso objectivo e, por isso, até estamos abertos para negociar uma modalidade de pagamento. Mas caso não haja uma resposta satisfatória, vamos proceder”, afirmou o representante dos médicos, em declarações à filial Lusa.
Os profissionais de saúde afectos ao maior hospital do País anunciaram, no final de Maio, a intenção de suspender o trabalho inesperado a partir do dia 1 de Junho, incluindo feriados e fins-de-semana, até que seja liquidada a dívida, que já se prolonga há 13 meses. A ameaço foi formalizada numa epístola enviada ao director-geral do hospital.
Na missiva, os médicos denunciam a falta de conformidade na gestão dos recursos estatais. “Dizem que o Estado não tem moeda para remunerar os médicos, mas o mesmo Estado tem moeda para movimentar a tocha da unidade de Cabo Ténue até Maputo. Isso não faz sentido”, referiu o porta-voz, em referência ao evento simbólico que marca os 50 anos da Independência Pátrio, cuja celebração está marcada para 25 de Junho.
A 27 de Maio, o Governo já havia apelado ao diálogo com os médicos do HCM. “Tem sido repetitivamente dito da nossa segmento que a única selecção que temos é de continuar a conversar. Não existe uma medida mágica para paralisar qualquer que seja a intenção de manifestar-se”, afirmou, na ocasião, Inocêncio Impissa, porta-voz do Parecer de Ministros.
Nos últimos anos, o sector da saúde em Moçambique tem sido marcado por greves frequentes, lideradas por diferentes organizações profissionais. A Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique (APSUSM), que representa murado de 65 milénio trabalhadores do sector, tem sido particularmente activa nas reivindicações por melhores condições laborais e salariais. A Associação Médica de Moçambique (AMM) também tem protagonizado diversas paralisações nos últimos dois anos.
Agora, o Sistema Pátrio de Saúde de Moçambique conta com um totalidade de 1778 unidades sanitárias, incluindo quatro hospitais centrais, sete hospitais gerais, sete provinciais, 22 hospitais rurais, 47 distritais, três especializados e 107 postos de saúde, segundo dados oficiais do Ministério da Saúde.
A solução desta situação continua suspenso e a resposta do Governo poderá ser determinante para evitar mais uma paralisação no sector, com impactos directos no atendimento à população.a d v e r t i s e m e n t
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