O secretário de Estado adjunto e do Orçamento assegurou que as reduções de IRC e de IRS previstas até ao final da legislatura são para avançar e que o Governo fará uma gestão orçamental que assegure ligeiros excedentes, apesar de a esmagadora maioria das instituições económicas prever, ainda sem essas medidas, défices. “A redução de IRS e do IRC são medidas bandeira deste Governo, estão presentes nos programas eleitorais e são medidas que são para implementar”, afirmou José Maria Brandão de Brito esta terça-feira, 6 de janeiro, na apresentação do ‘Economic Survey’ da OCDE sobre Portugal. “Depois far-se-à a gestão orçamental (necessária) para manter ligeiros excedentes”, acrescentou. O governante respondia assim a questões colocadas pelo Negócios, depois de a OCDE ter sugerido que o Governo deixe cair novas reduções de imposto e aumentos de salários para recuperar alguma margem orçamental nos próximos anos, com a organização a esperar já regressos aos défices a partir de 2026. No entanto, José Maria Brandão de Brito desvalorizou as previsões de défice. “Recordo que havia algumas previsões que apontavam para défices em 2025 e não vai ser o caso”, começou por dizer. “Para 2026 mantemos a determinação em gerar superávites”, acrescentou. “Não é incompatível com as recomendações da OCDE conseguirmos implementar as medidas de política e manter o equilíbrio das contas públicas”, terminou.

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