advertisemen tO director provincial da Educação na província de Nampula, região norte de Moçambique, William Tunzine, revelou que pelo menos 50 mil alunos desistiram da escola este ano devido a “desafios profundos” que afectam principalmente as raparigas. “Num universo de dois milhões de alunos matriculados, a desistência escolar representa uma perda significativa para o sistema educativo. As uniões prematuras e as gravidezes precoces continuam a figurar entre as principais causas do abandono escolar, afectando de forma mais severa as raparigas”, esclareceu. Segundo o responsável, as autoridades têm reforçado as acções de sensibilização junto dos professores, conselhos de escola, pais e líderes comunitários, com enfoque na prevenção das uniões prematuras e da gravidez precoce, defendendo que a redução do abandono escolar exige uma resposta integrada, envolvendo vários sectores da sociedade, de modo a garantir o direito das raparigas à educação. “Apesar do cenário adverso, o sector da educação reafirma a sua política de inclusão, permitindo que raparigas grávidas ou envolvidas em uniões prematuras continuem a frequentar a escola em horário normal, em conformidade com a legislação em vigor”, disse Tuzine, acrescentado que a abordagem tem sido fundamental para a reintegração de centenas de alunas e para a redução gradual do abandono escolar feminino. O director assinalou ainda que, apesar dos desafios associados a desistência escolar, até ao terceiro trimestre deste ano, a província registou a reintegração de 1186 alunos no sistema nacional de ensino, dos quais 1066 são raparigas e 120 rapazes. Citada pela Lusa, a directora Nacional do Género do Ministério da Educação e Cultura, Seana Daúd, reconheceu em Julho que perto de 50% de crianças que concluíram o ensino primário, principalmente meninas nas regiões norte e centro de Moçambique, “são convidadas a abandonar as escolas”. “Infelizmente a prática ainda acontece, estamos no século XXI e ainda acontece isto no nosso país”, referiu Daúd, frisando que o Governo está a trabalhar para mitigar as assimetrias do acesso à educação por parte das raparigas e rapazes do meio rural, em comparação com os urbanos.advertisement

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