advertisemen tO Governo reafirmou o seu compromisso com o Programa Nacional de Fortificação de Alimentos, considerando-o uma das estratégias mais eficazes e de menor custo para a prevenção de deficiências de micronutrientes no País, informou a Agência de Informação de Moçambique. Falando na Reunião Anual de Balanço da Fortificação de Alimentos em Moçambique, a secretária de Estado da Indústria, Custódia Paúnde, sublinhou os progressos alcançados ao longo de 2025, destacando o impacto da fortificação obrigatória de alimentos de largo consumo na melhoria do estado nutricional da população. “Este é um pequeno passo para o sector, mas um grande contributo para o desenvolvimento humano do País, porque a fortificação garante que nutrientes essenciais cheguem à população através da dieta habitual”, afirmou. Apesar dos avanços registados, a governante reconheceu que o País continua a enfrentar níveis elevados de desnutrição crónica, afectando cerca de 37% das crianças menores de cinco anos. Referiu igualmente as altas taxas de anemia, que atingem 51,8% das mulheres grávidas e 72,5% das crianças, associadas, em parte, à carência de micronutrientes como ferro, zinco, vitamina A, iodo e ácido fólico. Durante o encontro, Custódia Paúnde anunciou a aprovação, pelo Conselho de Ministros, da revisão do Regulamento da Fortificação de Alimentos com Micronutrientes Industrialmente Processados, na 35.ª Sessão Ordinária, realizada a 14 de Outubro de 2025. “Este resultado reflecte o empenho colectivo dos membros do Comité Nacional para a Fortificação de Alimentos (CONFAM), a quem endereçamos o nosso sincero apreço”, declarou. A secretária de Estado explicou que, ao longo de 2025, o programa prestou assistência a 214 indústrias nacionais, integrou 23 novas pequenas moageiras e 20 salineiras, além de ter capacitado cerca de 3500 intervenientes em matérias de fortificação e boas práticas de produção. As acções abrangeram produtos como farinhas de milho e trigo, açúcar, óleo alimentar e sal iodado. Intervindo em representação dos parceiros de cooperação, a representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Mary Louise Eagleton, considerou que a fortificação de alimentos continua a ser “uma das intervenções de saúde pública mais eficazes para combater a fome oculta.” A responsável da UNICEF referiu ainda que “os dados do Inquérito Demográfico e de Saúde de 2023 mostram progressos encorajadores, com o consumo de sal iodado a aumentar de 41% em 2011 para 67% em 2023”, alertando, contudo, que persistem elevados níveis de anemia e de deficiência de vitamina A, sobretudo entre crianças. Mary Louise Eagleton reiterou o compromisso da organização em continuar a apoiar o Governo, afirmando que a UNICEF vai “reforçar o apoio ao quadro regulatório, à monitoria da qualidade dos produtos fortificados e à geração de evidências para maximizar o impacto do programa.” A reunião serviu igualmente para apelar ao reforço da coordenação entre o Governo, o sector privado, a sociedade civil e os parceiros de cooperação, com vista a acelerar os ganhos nutricionais e garantir resultados sustentáveis nos próximos anos.advertisement
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