advertisement O chefe do Estado, Daniel Chapo, afirmou que as dívidas aos professores, de 2,2 mil milhões de meticais (34,1 milhões de dólares) referentes a 2024, estão a ser liquidadas consoante a disponibilidade financeira do Estado, garantindo que todas serão totalmente pagas. “Não queremos ‘tapar o sol com a peneira’, afirmando que o Governo já resolveu todas as preocupações dos professores. Não estaríamos a ser honestos connosco mesmos”, avançou o governante, reconhecendo que entre as dificuldades enfrentadas pelos profissionais se destaca a carga horária, as salas de aulas superlotadas, a insuficiência de infra-estruturas e as horas extraordinárias em atraso. “Dados do Ministério da Educação e Cultura indicam que muito perto de 40% dos professores em todo o País suportam uma sobrecarga de trabalho. Esta realidade traduz-se numa dívida do Estado para com os professores, cujo pagamento é, antes de mais, uma questão de justiça. Estima-se que em 2024 o valor de horas extraordinárias ascendia a 2,2 mil milhões de meticais”, apontou. Perante os dirigentes do Sindicato Nacional dos Professores, Chapo afirmou que o Governo “não ignora esta dívida, muito menos a situação”, e que está, por isso, em curso um plano de pagamento faseado. “Compreendemos que o ritmo possa parecer lento, mas é nosso compromisso resolver esta preocupação e devolver-vos a dignidade e a justiça de trabalho que merecem. Estamos a pagar na velocidade possível e na medida da disponibilidade dos recursos financeiros”, frisou. No que diz respeito à questão das salas de aulas superlotadas, o Presidente da República recordou que a população escolar já ultrapassa os 9,5 milhões de alunos, e que para fazer face a este cenário, o Executivo “tem investido na expansão e reabilitação da rede escolar”, sendo que só nos últimos cinco anos foram construídas mais de 6500 novas salas. “É um esforço notável, mas sabemos que ainda não é suficiente, porque todos os dias nascem novas crianças. O nosso compromisso é prosseguir com a construção de pelo menos 1500 novas salas de aulas por ano, priorizando as zonas mais críticas. Já fizemos o levantamento e temos os dados”, concluiu.advertisement
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