advertisemen tA África do Sul pretende retomar um controverso programa de reactores nucleares modulares e aumentar a sua dependência do gás para gerar electricidade, de acordo com um novo projecto de política energética revelado pelo ministro da Electricidade e Energia, Kgosientso Ramokgopa. Um Plano Integrado de Recursos revisto, “aprovado pelo gabinete na semana passada, segundo informou a Bloomberg, prevê um investimento de 128 mil milhões de dólares em infra-estruturas energéticas até 2042, com a energia nuclear e o gás a representarem 16% da capacidade total de produção nos próximos 14 anos, em comparação com os actuais 3%”, afirmou Kgosientsho Ramokgopa aos jornalistas no domingo (19), acrescentando que “a dependência do carvão cairá de 58% para 27% no mesmo período”. Este é “o maior programa de investimento da era pós-apartheid” e garantirá que “sejamos capazes de alcançar a segurança energética”, reiterou. A nação mais industrializada do continente, depende do carvão para gerar a maior parte da sua electricidade e sofreu com apagões rotativos durante décadas, antes de começarem a diminuir no ano passado. A África do Sul está a usar o IRP – documento estratégico de planeamento energético nacional -, para traçar um plano de como o país irá satisfazer a procura de energia, ao mesmo tempo que limita as emissões para alcançar a chamada geração de electricidade com emissões líquidas nulas até 2050. “Globalmente, há uma tendência para a energia nuclear. Catorze das principais instituições financeiras mundiais comprometeram-se a financiar a energia nuclear no futuro. Portanto, não estamos limitados a um pequeno grupo de instituições financeiras”, salientou Ramokgopa. A empresa estatal de energia da África do Sul Eskom, propôs pela primeira vez o projecto nuclear modular de leito de esferas em 1999, prevendo que o licenciamento da tecnologia para outras empresas de energia geraria muito dinheiro por ano. O país gastou 980 milhões de dólares tentando desenvolver o projecto antes do mesmo ser suspenso em 2010. O reactor atómico proposto e os planos para uma transição crescente para o uso de gás provavelmente serão contestados por grupos de direitos civis que se opuseram com sucesso a várias iniciativas de combustíveis fósseis no país, de acordo com Liziwe McDaid, líder estratégica da The Green Connection, uma organização ambiental sem fins lucrativos.

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