Angola quer lapidar a maior parte dos diamantes que produz internamente até 2027, para aumentar as receitas e criar mais postos de trabalho no sector, noticiou a Bloomberg. De acordo com a agência, as novas instalações de lapidação e corte estão a ser construídas na cidade e município de Saurimo, onde a maioria das gemas é extraída, segundo adiantou Laureano Receado, membro do conselho da empresa estatal de diamantes Endiama. “Estamos a criar capacidade para que a maior parte da produção de Angola seja cortada em Angola”, afirmou o responsável. O país, segundo maior produtor de diamantes de África, exporta actualmente a maior parte das suas pedras em bruto para os Emirados Árabes Unidos (EAU) e Bélgica, de acordo com a empresa estatal. “A produção do país deverá atingir pelo menos 17 milhões de quilates por ano até 2027, contra os cerca de 14 milhões actuais, com novas minas, como Luele, a impulsionar ainda mais a produção”, acrescentou Laureano Receado. Angola tem reservas estimadas em 800 milhões de quilates, suficientes para sustentar a produção durante décadas. Os principais produtores de diamantes em África estão a procurar reforçar as receitas que obtêm com as gemas para compensar a menor procura devido à concorrência das pedras sintéticas cultivadas em laboratório e ao consumo mais fraco da China.

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