O Presidente de Angola, João Lourenço, anunciou nesta quarta-feira, 15 de Outubro, que os diamantes angolanos devem ser lapidados internamente, e que foram atribuídas 37 concessões petrolíferas desde 2019, estando para “breve” a entrada em funcionamento da refinaria de ouro em Luanda. No discurso sobre o Estado da Nação, que marca a abertura do ano parlamentar, segundo escreveu a agência Lusa, João Lourenço destacou que “o sector dos recursos minerais, petróleo e gás continua a ser um dos pilares estruturantes da economia nacional, contribuindo de forma decisiva para a consolidação das finanças públicas e o crescimento económico”. O chefe de Estado lembrou que “a independência nacional – cujos 50 anos se assinalam em Novembro -, permitiu ao país passar a gerir, soberanamente, os seus recursos naturais” e que, desde 2017, “foram implementadas reformas de base em vários domínios cruciais para o relançamento da actividade de exploração”.advertisement “Estamos a implementar a estratégia de atribuição de concessões petrolíferas para 2019-25, tendo resultado na atribuição de 37 novas concessões até ao primeiro semestre do corrente ano”, disse, referindo ainda a estratégia de exploração de hidrocarbonetos para o período 2020–25”, que levou à perfuração de “mais de 30 poços de exploração”. Quanto ao processamento do ouro, João Lourenço afirmou que o país “passou a olhar de modo diferente para este domínio”, destacando a modernização e ampliação da refinaria de Luanda, “cuja capacidade de refinação quadruplicou”, e a construção da refinaria de Cabinda, “a primeira construída desde a proclamação da independência”. “Em breve, entrará em funcionamento a refinaria de ouro de Luanda”, anunciou, acrescentando que será também inaugurado o projecto de Cobre Mavoio –Tetelo, na província do Uíje. “Estamos a caminhar de modo estruturado, para que os diamantes angolanos sejam maioritariamente lapidados em Angola”João Lourenço No sector dos diamantes, o Presidente afirmou que “Angola atingiu um recorde de 14 milhões de quilates produzidos em 2024”, destacando a entrada em funcionamento da Mina do Luele, em 2023, e “a consolidação de outras operações”. “Estamos a caminhar de modo estruturado, para que os diamantes angolanos sejam maioritariamente lapidados em Angola”, declarou João Lourenço, recordando que o país conta actualmente com “oito fábricas de lapidação, com capacidade instalada para lapidar 714 mil quilates por ano”. João Lourenço falou também sobre a trajectória das finanças públicas, afirmando que o rácio da dívida pública continua a registar uma redução expressiva, passando de 115,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, para 55,5% do PIB em 2024, “abaixo do limite de 60% legalmente definido. Em linha com a Estratégia de Endividamento 2024–26, “perspectiva-se uma redução do peso do serviço da dívida de 63% para níveis de até 45% da despesa total”, acrescentou. João Lourenço abordou ainda o tema do emprego jovem e da formação profissional, reconhecendo que “continua a ser um dos maiores desafios de países com um perfil etário muito jovem”, e defendendo que a sua resolução “exige que todos os sectores da economia cresçam e gerem emprego de qualidade e bem remunerado”. Emprego continua a ser um dos maiores desafios de países com um perfil etário muito jovem – João Lourenço Assinalou também que a rede de centros de formação profissional registou uma evolução substancial e que estão actualmente disponíveis mais de 305 especialidades, abrangendo, entre outros, sectores como artes e ofícios, agricultura, administração e serviços, turismo, tecnologia, informática e construção civil. “Adicionalmente, estamos a fomentar a geração de emprego por via do empreendedorismo. Criámos o Fundo Nacional de Emprego de Angola (FUNEA), que está a financiar iniciativas no domínio da empregabilidade e da formação profissional, tendo já beneficiado 26 932 cidadãos, no âmbito do Programa Jovens e Oportunidades de Bons Empregos em Angola (JOBE ANGOLA)”, referiu também João Lourenço.
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