O Governo quer posicionar o País como um destino turístico competitivo à escala internacional e elevar a contribuição do sector para 6% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2029, no âmbito do Programa Quinquenal do Governo (PQG) liderado pelo Presidente Daniel Chapo.
De acordo com a Lusa, a meta foi reiterada esta sexta-feira (31) pelo ministro da Economia, Basílio Muhate, que considera a realização da primeira Cimeira Internacional de Turismo, marcada para segunda-feira em Vilankulo, como um marco estratégico na promoção do País como destino de referência.
“Este é mais do que um evento governamental. É um evento de Moçambique, dos investidores moçambicanos e de todos os que querem projectar o país como um destino turístico de classe mundial”, afirmou Muhate, sublinhando o papel da iniciativa na atracção de investimento directo estrangeiro, sobretudo nos sectores da hotelaria, transportes e serviços conexos.
A conferência, de dois dias, contará com a participação de mais de 300 convidados internacionais e será inaugurada pelo chefe de Estado, que se deslocará à província de Inhambane, onde Vilankulo é reconhecido como um dos principais pólos turísticos do País.
O governante destacou ainda os efeitos económicos imediatos da realização do evento, referindo que a presença massiva de operadores, empresários e investidores “gera receitas, estimula a economia local e cria empregos”.
Segundo dados oficiais, as receitas provenientes do turismo internacional ultrapassaram os 14,1 mil milhões de meticais (221,2 milhões de dólares) em 2024, e o Executivo projecta alcançar cerca de 25 mil milhões de meticais (391,9 milhões de dólares) até 2029. No mesmo período, prevê-se um aumento do número de trabalhadores no sector, dos actuais 14 600 para mais de 22 100.
O PQG 2025-29 prevê ainda a dinamização de mecanismos de marketing digital e a captação de grandes eventos internacionais como parte da estratégia para posicionar Moçambique como destino para turismo de lazer, de negócios e de conferências.
Dados do Governo indicam que, em 2023, o País registou mais de 870 mil entradas turísticas, das quais 87% provenientes do continente africano e 6% da Europa, nomeadamente Portugal. Este aumento foi impulsionado, em parte, pela política de isenção de vistos para cidadãos de 29 países, no âmbito das medidas de aceleração económica em vigor.
O Executivo considera que o turismo pode consolidar-se como um sector-chave na diversificação da economia, com impacto directo na inclusão social, na geração de rendimentos e na valorização dos recursos naturais e culturais do País.
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