advertisemen tO ministro da Electricidade e Energia da África do Sul, Kgosientsho Ramokgopa, assegurou esta quinta-feira, 2 de Outubro, aos empresários, sobretudo do sector mineiro, que o Governo dará prioridade à melhoria da transição energética justa. O governante destacou que o processo deve ser conduzido de forma responsável, de modo a não prejudicar as comunidades locais. As declarações foram feitas no primeiro dia da Conferência de Investimento e Mineração, que decorre a 2 e 3 de Outubro, em Middelburg, Mpumalanga. Na ocasião, o responsável defendeu que o encerramento das centrais a carvão não pode ser feito de forma aleatória e sublinhou a necessidade de um planeamento rigoroso. O ministro mostrou-se particularmente preocupado com os impactos sociais do fecho da Central Eléctrica a Carvão de Komati, localizada perto de Middelburg. A central foi desactivada e reconvertida, mas o processo deixou consequências profundas nos meios de subsistência da população local. “Há lições que aprendemos em Komati. Era uma área próspera e, de repente, a central foi encerrada. Vá a Komati agora: é uma cidade-fantasma”, lamentou o governante. Para Kgosientsho Ramokgopa, a redução das emissões não deve acontecer à custa da sobrevivência das comunidades. Segundo o responsável, a experiência de Komati ilustra bem o problema: “O mais importante é que as pessoas que tinham uma renda proveniente de Komati actualmente não conseguem colocar comida na mesa. E, ainda assim, celebramos a redução das emissões.” O ministro insistiu que a prioridade deve ser encontrar um equilíbrio entre a protecção ambiental e o bem-estar social. “O nosso argumento é que não se trata apenas de reduzir as emissões, mas também de garantir que as comunidades mantenham a capacidade de pôr comida na mesa”, acrescentou. Kgosientsho Ramokgopa frisou ainda que tem partilhado esta experiência com outros países, defendendo que Komati é um exemplo claro de como não deve ser conduzida a transição energética. Entretanto, o primeiro-ministro de Mpumalanga, Mandla Ndlovu, apelou ao sector privado para se unir ao Governo no reforço dos serviços e na criação de empregos. “Queremos diversificar a economia da província. Por isso, convidamos grandes empresas a investirem em Mpumalanga. A nossa meta é obter compromissos de investimento superiores a 2,9 mil milhões de dólares para a província”, destacou. Fonte: SABC News
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