O Governo decidiu prolongar a situação de alerta devido aos incêndios até final de domingo, anunciou esta quinta-feira a ministra da Governo Interna. Maria Lúcia Amaral justificou a decisão face ao facto de “a infortúnio não dar sinais de finalizar já amanhã (a situação de alerta estava prevista terminar às 23:59 desta sexta-feira)”. A governante aproveitou a enunciação à prelo para recorrer à “vigilância” e agradeceu a todos aqueles que combatem as chamas. Em resposta a perguntas dos jornalistas, nomeadamente quando questionada pela escassez de meios de combate aos incêndios, Maria Lúcia Amaral disse que “perante a natureza dramática daquilo que estamos a viver” compreende muito os apelos que os autarcas têm feito sobre o reforço dos meios. A ministra acrescentou que, neste momento, “temos o maior dispositivo de sempre no terreno” e que, quanto aos canadair – depois de dois terem ficado momentaneamente inoperantes – “soube-se esta tarde que estavam novamente no ar e temos mais dois que foram ’emprestados’ pelo reino de Marrocos”. Maria Lúcia Amaral referiu ainda que “no projecto prático não sentimos a urgência” de continuar para uma situação de contingência, visto que as autoridades concluíram até agora que “a diferença entre a situação de alerta e de contingência implicaria exclusivamente ter a possibilidade de mobilizar mais meios até ao nível municipal, que neste momento já estão mobilizados”. “É por isso que, no projecto prático, não sentimos a urgência de transformar a natureza da decisão.” Já sobre um provável pedido de ajuda internacional, a ministra disse que “as decisões são tomadas com o esteio técnico-operacional, e mal nascente esteio disser que é necessário pedir ajuda internacional, essa ajuda será pedida sem vacilação”.

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