O ministro angolano dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, anunciou nesta quarta-feira, 3 de Setembro, que Angola deverá receber investimentos de 72 mil milhões de dólares nas concessões petrolíferas já atribuídas no período de 2025-29. Falando na abertura da conferência Angola Oil & Gas 2025, que decorre entre quarta e quinta-feira (4) em Luanda, Diamantino Azevedo sublinhou que, entre 2017-24, foram aplicados 84 mil milhões de dólares em concessões activas e novos contratos, fruto das reformas legais e institucionais que, no seu entender, tornaram o país mais competitivo e atractivo para o capital estrangeiro. Até à data, foram adjudicados 35 blocos, incluindo 18 na bacia do Baixo Congo, 11 na bacia do Kwanza e seis na bacia do Namibe, estando ainda em aprovação contratos relativos a 13 concessões adicionais. O objectivo do Executivo angolano é manter a produção acima de 1 milhão de barris diários até 2027, através de investimentos em desenvolvimento e redesenvolvimento de campos para travar o declínio da produção. “Desde 2016 que se observa um declínio da produção, com quedas de até 15% ao ano”, apontou o governante. Entre as causas estão “um modelo de governação não adaptado ao novo contexto industrial, ausência de legislação moderna, maturidade dos campos, ausência de processos de licitação de novas concessões, redução do investimento em exploração e aumento da concorrência mundial na captação de financiamento”, indicou o ministro, acrescentando que o Executivo iniciou um “ciclo de reformas estruturantes” a partir de 2017, data que coincide com o início do primeiro mandato do Presidente João Lourenço. Entre os projectos em curso destacam-se o campo Agogo (Bloco 15/06), o CLOV Fase 3 (Bloco 17), o Begónia (Bloco 17/06), além do projecto Kaminho (Bloco 20/11), o primeiro desenvolvimento no offshore da bacia do Kwanza, cuja construção local arrancou este mês no estaleiro da Petromar, no Ambriz. “Agregadas a estas acções, foram perfurados com sucesso poços de exploração nos Blocos 15, 17 e 1/14, tendo resultado em descobertas comerciais com mais de 80 milhões de barris de petróleo e com potencial de mais de um trilião de pés cúbicos de gás, segundo avaliações preliminares”, destacou Azevedo. O ministro sublinhou ainda o papel do Novo Consórcio de Gás, que avança com os campos Quiluma e Maboqueiro, bem como a recente descoberta no poço Gajajeira-1, reforçando o aproveitamento do gás natural para energia, fertilizantes e petroquímica. Segundo Diamantino Azevedo, estas iniciativas visam não apenas consolidar a fileira do petróleo e gás, mas também preparar o país para uma transição energética equilibrada, com aposta em biocombustíveis, energia solar e hidrogénio verde. Fonte: Lusa

Post a comment

Your email address will not be published.

Related Posts