advertisemen tO Governo do Zimbabué prevê uma desaceleração do crescimento económico para 5% em 2026, devido a dificuldades globais que continuam a afectar o país, anunciou o ministro das Finanças, Mthuli Ncube, durante a apresentação do Orçamento do Estado (OE). Na ocasião, o ministro explicou ainda que o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano deverá crescer 6,6%, acima da previsão inicial de 6%. Mthuli Ncube disse aos legisladores que esta expansão resulta da forte recuperação dos sectores agrícola e mineiro, depois de uma seca induzida pelo El Niño que reduziu o crescimento para 1,7% em 2024. Apesar do actual dinamismo, o governante alertou para um abrandamento em 2026, afirmando que o crescimento económico “está previsto em 5%, moderado por desafios externos”. O responsável sublinhou que o contexto internacional continua a penalizar economias vulneráveis, como a do Zimbabué. Segundo o ministro, “embora isso marque uma recuperação moderada, o crescimento continua mais fraco do que o esperado devido a ventos contrários globais persistentes, procura externa fraca e défices energéticos que afectam alguns países, e também devido a restrições financeiras”. O contexto internacional limita, assim, a capacidade de expansão da economia. O Executivo zimbabueano pretende reforçar a disciplina fiscal. Mthuli Ncube adiantou que o Governo tem como meta um défice orçamental de 0,2% do PIB em 2026, inferior aos 0,3% estimados para este ano, medida que procura garantir maior estabilidade das finanças públicas. A inflação, actualmente situada em 19% em Novembro face ao período homólogo, deverá cair para cerca de 10% no final do ano, segundo o ministro. A queda deverá continuar até atingir níveis de um dígito no início de 2026, graças à estabilização da taxa de câmbio e às políticas fiscais e monetárias mais rigorosas. “Se isso acontecer, será a primeira vez que alcançaremos esse tipo de inflação interna de um dígito desde 1997”, destacou Mthuli Ncube, sublinhando que a consolidação da estabilidade macroeconómica é um objectivo central da estratégia governamental. Apesar desses avanços, o Fundo Monetário Internacional (FMI) reiterou, no mês passado, que não poderá fornecer apoio financeiro ao Zimbabué devido aos pagamentos em atraso. Ainda assim, reconheceu progressos nas reformas económicas em curso e mantém negociações sobre um possível programa monitorizado pelo seu pessoal. A dívida pública total do Zimbabué situa-se em 23,4 mil milhões de dólares, sendo 13,6 mil milhões de dólares referentes à dívida externa. “Como parte da implementação do Processo de Liquidação de Atrasos e Resolução da Dívida, o Governo está em negociações com o FMI com o objectivo de assinar um programa monitorizado pela equipa durante o primeiro trimestre de 2026”, concluiu Mthuli Ncube. Fonte: Reuters

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