A ministra da Educação de Angola, Luísa Grilo, afirmou, nesta segunda-feira, 15 de Dezembro, que o Governo prevê contratar mais seis mil professores em 2026 e que tem como prioridade concluir os projectos já iniciados. De acordo com a Lusa, a governante, que falava à imprensa no final da aprovação da proposta de Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2026, declarou estar prevista a conclusão das obras iniciadas em algumas escolas, bem como o devido apetrechamento. “Não é possível resolvermos todos os problemas num ano só, mas o que temos programado está de acordo com as prioridades que estabelecemos”, disse Luísa Grilo, acrescentando ainda que, conforme a disponibilidade financeira atribuída, vão ser admitidos seis mil novos professores no próximo ano.advertisement A proposta do OGE 2026, que passou com 120 votos a favor e 79 contra, do grupo parlamentar da UNITA, maior partido da oposição, estima receitas e despesas em 31 mil milhões de euros, dos quais 185,1 milhões de euros estão destinados ao sector da educação. Ainda na segunda-feira, o Sindicato Nacional dos Professores (Sinprof) angolanos anunciou que foi decretada greve, a partir de 15 de Janeiro de 2026, para exigir melhores condições laborais, ajuste salarial e pagamento de subsídios, lamentando a “vergonhosa” dotação orçamental da educação. Entre outras questões, o Sinprof reivindica a dotação de orçamento próprio para as escolas, tendo como fonte o OGE, melhores condições de trabalho para os professores, bem como um reajuste salarial face às assimetrias com categorias profissionais homólogas e a distribuição atempada dos manuais escolares aos alunos do ensino primário. “É vergonhoso Angola, país que se diz rico, aprovar um orçamento para a Educação abaixo dos 10%. Não saímos dos 6% e, mais uma vez, o Governo angolano desrespeitou as decisões internacionais”, lamentou a presidente do Sinprof, Hermínia do Nascimento. Um estudo sobre a qualidade de ensino nos últimos 20 anos, divulgado na abertura do“Fórum sobre Financiamento da Educação Pública”, mostra o “fraco investimento” na educação em Angola com 60% das escolas públicas sem água corrente. Por sua vez, a ministra das Finanças angolana, Vera Daves de Sousa, quando falava à imprensa no final da aprovação do OGE para 2026, realçou a introdução de algumas novidades neste orçamento que, a serem concretizadas, “vão melhorar bastante a prestação dos serviços públicos”, por exemplo, nas despesas de manutenção de escolas e de hospitais. “Escolas a receberem os recursos directamente, sem terem de passar nem pelo Ministério da Educação, nem pelas direcções provinciais de saúde, colocando os recursos à disposição dos órgãos dependentes. São pequenos detalhes operacionais, que parecem simples, mas que depois mudam muito a forma como a celeridade e a rapidez dos recursos ficam disponíveis a quem precisa no terreno”, salientou Vera Daves de Sousa.

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