A secretária de Estado da Indústria, Custódia Paunde, manifestou esta quinta-feira, 19 de Junho, durante a rombo solene do Fórum de Negócios Moçambique-Turquia, em Maputo, a intenção do Governo de pôr término ao padrão parcimonioso fundamentado na simples exportação de matérias-primas e defendeu uma aposta na industrialização porquê caminho para a independência económica.
“Não queremos continuar porquê mero exportador. Queremos processar e transformar localmente a nossa matéria-prima”, declarou a governante, acrescentando que o País está hipotecado em transformar os seus recursos naturais em empregos, rendimento e produtos com valor alargado.
Perante empresários turcos e representantes do Governo, Custódia Paunde destacou que Moçambique está a viver um “novo ciclo de governação” sob a liderança do Presidente Daniel Chapo, com foco dito na industrialização. Segundo a secretária de Estado, esta estratégia visa promover cadeias de valor industriais resilientes e inclusivas, que possam reduzir as importações, melhorar a balança mercantil e posicionar o País porquê fornecedor regional e internacional de produtos transformados.
Entre os sectores prioritários para parcerias e investimento estrangeiro, a responsável apontou a agro-indústria, pujança, construção social, aquacultura, pecuária, produtos químicos, metais e os têxteis. “As empresas turcas que estão cá presentes são, sem incerteza, os parceiros ideais neste esforço”, reforçou.
A governante apresentou ainda um conjunto de reformas legais e administrativas já em curso, que visam tornar o País num rumo mais atractivo para o investimento privado. Destacam-se a novidade Lei de Investimentos Privados, a novidade Lei Cambial, a revisão da Lei do Trabalho, o novo regulamento para contratação de mão-de-obra estrangeira e a reforma fiscal no IVA e IRPS, com benefícios já visíveis no sector agrícola.
“Queremos transformar Moçambique num meio de produção industrial competitivo, inclusivo e sustentável”, reiterou, convidando os empresários turcos a investir no País, individualmente ou em parceria com o empresariado pátrio.
Câmara de Transacção apela a parcerias duradouras
Câmara de Transacção quer parcerias estruturantes com empresas turcas
Na sua mediação, a vice-presidente da Câmara de Transacção de Moçambique, Yolanda Fernandes, destacou a influência do fórum porquê plataforma para identificar oportunidades de negócio, estabelecer parcerias duradouras e substanciar o diálogo público-privado. “Moçambique tem todos os elementos para se posicionar porquê uma plataforma de produção e exportação para a região e para o mundo”, afirmou.
Yolanda Fernandes apresentou a CCM porquê uma instituição com legitimidade pátrio e internacional para simbolizar o sector privado, contando com mais de milénio membros activos no País e no estrangeiro.
Turquia destaca laços económicos crescentes
Por sua vez, e Legado da Turquia no País, Ferhat Alkan, sublinhou o prolongamento das relações bilaterais nos sectores do transacção, pujança e investimento. Referiu que a Turquia está pronta para ser um parceiro estratégico, não só em negócios e infra-estruturas, mas também em inovação e logística. “Estamos confiantes de que vamos tomar novos passos significativos para um horizonte mais próspero para os nossos países”, afirmou.
O Fórum de Negócios Moçambique-Turquia decorre esta quinta-feira, 19 de Junho, em Maputo, e reúne entidades públicas, empresários e investidores de ambos os países. Entre os temas em destaque estão os benefícios fiscais, oportunidades sectoriais e mecanismos de financiamento para projectos conjuntos.
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