O Governo e a UGT reuniram-se, na terça-feira, com o pacote laboral em cima da mesa, depois da greve geral da semana passada. À saída do encontro, a ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, admitiu aproximar posições, ao passo que a central sindical viu sinais positivos por parte do Executivo. A reação do Governo A ministra do Trabalho disse que teve uma reunião “muito construtiva” com a UGT sobre o pacote laboral, após a greve geral, e admitiu uma aproximação de posições para chegar a um consenso sobre a reforma na Concertação Social. No final do encontro com a direção da UGT, no Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, em Lisboa, a ministra Rosário Palma Ramalho reafirmou que o Executivo apresentou uma primeira solução e “não uma solução acabada” e que, por isso, continua a negociar com a UGT e com as centrais sindicais. “Hoje não tratámos do conteúdo dos vários aspetos das normas que estão previstas ali. Definimos uma metodologia de negociação”, estando já marcada uma reunião de Concertação Social para 14 de janeiro de 2026, disse Rosário Palma Ramalho. A ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, assegurou que a postura do Governo nas negociações com a UGT, em relação à reforma laboral, permanece a mesma. Durante a reunião, foi confirmada uma sessão plenária para o dia 14 de janeiro. Carolina Pereira Soares | 19:22 – 16/12/2025 A reação da UGT Por sua vez, o secretário-geral da UGT disse, também na terça-feira, que viu sinais positivos na reunião com a ministra do Trabalho sobre a reforma laboral e adiantou que a central sindical vai apresentar uma contraproposta, incluindo com medidas que não constam do anteprojeto. No final do encontro com Rosário Palma Ramalho, no Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, em Lisboa, Mário Mourão não esclareceu os contornos do que lhe foi apresentado pela ministra do Trabalho, mas fez questão de sublinhar que viu espírito negocial do lado do executivo. Mário Mourão classificou a reunião com a ministra do Trabalho, na sequência do pacote laboral, foi “uma reunião muito construtiva, muito produtiva”, notando estar “otimista face aquilo que ouviu por parte do Governo”. Reiterou ainda o compromisso de “dialogar e negociar”. Maria Gouveia com Lusa | 18:59 – 16/12/2025 À chegada ao encontro, recorde-se, o secretário-geral da UGT afirmou que a central sindical partia para a reunião com a ministra do Trabalho sem cedências em relação ao pacote laboral e desafiou os patrões a discutirem uma solução. Questionado se a central levava alguma cedência para a reunião, o líder da central disse que não. Depois de a ministra do Trabalho ter rejeitado voltar à “estaca zero” na reforma, também o líder da UGT admite que a negociação está numa fase diferente, embora insista que “o que está em cima da mesa é muito grave”. CGTP pediu reunião, Montenegro aceitou O primeiro-ministro vai receber a CGTP no dia 7 de janeiro do próximo ano a pedido da central sindical, disse na terça-feira à Lusa fonte oficial do gabinete de Luís Montenegro. A CGTP tinha solicitado na segunda-feira uma reunião com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, reafirmando a exigência de retirar o pacote laboral, expressa, “de forma inequívoca”, na greve geral de 11 de dezembro. A CGTP e a UGT convocaram uma greve geral para 11 de dezembro, em resposta ao anteprojeto de lei da reforma da legislação laboral, apresentado pelo Governo. Leia Também: Revisão laboral lança greve: Ponto a ponto, o que muda no trabalho?

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