a d v e r t i s e m e n tA polícia e os soldados foram mobilizados em força na capital comercial da Tanzânia, Dar es Salaam, nesta terça-feira (9), para tentar impedir os protestos convocados por activistas para denunciar a repressão violenta das manifestações em torno das eleições de Outubro.

De acordo com a Reuters, o Governo afirmou que quaisquer protestos nesta terça-feira – dia da independência da Tanzânia continental da Grã-Bretanha -, seriam considerados uma tentativa de golpe de Estado e exortou a população a permanecer em casa.

As eleições presidenciais e parlamentares de 29 de Outubro desencadearam a pior violência política na história da Tanzânia desde a independência. A Organização das Nações Unidas (ONU) estimou que centenas de pessoas foram mortas.

A polícia e o exército patrulhavam as principais ruas de Dar es Salaam e verificavam a identificação de qualquer pessoa que tentasse circular, afirmaram residentes à Reuters, salientando que a situação parecia calma no final da manhã, embora um residente e alguns activistas nas redes sociais tenham dito que pequenos protestos haviam começado em algumas partes da cidade. Tal não pôde ser confirmado imediatamente.

A Presidente do país, Samia Hassan Suluhu, conquistou um novo mandato nas eleições com quase 98% dos votos, depois dos principais candidatos da oposição terem sido impedidos de concorrer.

No mês passado, a governante ordenou uma investigação sobre a violência relacionada com as eleições, mas negou repetidamente que as forças de segurança tivessem agido de forma inadequada.

Especialistas em direitos humanos da ONU afirmaram na semana passada que pelo menos 700 pessoas teriam sido mortas extrajudicialmente durante a violência. Por sua vez, o Governo reconheceu que houve mortes, mas não divulgou o número de vítimas.

Os Estados Unidos da América (EUA) afirmaram na semana passada que estavam a rever a sua relação com a Tanzânia devido a preocupações com a violência contra civis, bem como com a liberdade religiosa, a liberdade de expressão e as barreiras ao investimento.

Nos meses que antecederam as eleições, líderes da oposição e activistas de direitos humanos acusaram o Governo de estar por trás do desaparecimento de dezenas dos seus críticos.

Hassan afirmou, no ano passado, que havia ordenado uma investigação sobre os sequestros relatados, mas nenhum resultado foi anunciado.

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