advertisemen tO governo lançou, nesta segunda-feira (16), em Maputo, um projeto de revitalização da manutenção de equipamentos médicos no Sistema Único de Saúde (SUS), com o apoio do Governo do Japão, por meio da Agência Japonesa de Cooperação Internacional (JICA), e em parceria com o Hospital Nipo-Brasileiro, do Brasil, informou a Agência de Informação de Moçambique. Na cerimônia de lançamento, o ministro da Saúde, Ussene Isse, ressaltou a importância estratégica da iniciativa. “Quando dizemos que a manutenção salva vidas, é uma realidade. Sem equipamentos funcionais não há diagnóstico seguro, não há tratamento eficaz e podemos perder vidas”, disse, considerando o momento histórico para o setor. Segundo o governante, o projeto começa com uma fase piloto que abrange seis unidades sanitárias: Lichinga e Cuamba, na província do Niassa; Pemba, em Cabo Delgado; Xai-Xai e Bilene, em Gaza; e o Hospital Central de Maputo. A meta é expandir progressivamente a intervenção para todo o território nacional ainda este ano, incluindo o fortalecimento da Central Nacional de Manutenção. Isse destacou que a revitalização faz parte das diretrizes do presidente da República, Daniel Chapo, que tem pedido a mobilização de recursos e o estabelecimento de parcerias estratégicas para fortalecer o SUS. “Temos quadros treinados e experientes. Estão criadas condições de trabalho. Agora precisamos de resultados”, enfatizou, defendendo a redução do tempo de espera para reparos e maior operacionalidade dos equipamentos. Por sua vez, o superintendente-geral do Hospital Nipo-Brasileiro, Sérgio Okamoto, afirmou que o projeto simboliza um compromisso com sistemas de saúde mais resilientes. “Investir em manutenção é investir diretamente na qualidade da assistência, na redução de riscos e na proteção de vidas”, declarou, descrevendo a engenharia clínica como o “coração invisível” dos hospitais. Já o representante residente da JICA, Kazuki Otsuka, apontou desafios como inventários desatualizados, escassez de peças e falta de planos de manutenção preventiva. Para responder a essas lacunas, a agência propõe uma abordagem integrada baseada em inventariação rigorosa, manutenção programada, formação contínua e sustentabilidade financeira, destacando que cerca de 30 técnicos moçambicanos já beneficiaram de formação especializada. Durante a cerimônia, o embaixador do Japão em Moçambique, Keiji Hamada, reiterou o compromisso de seu país com o fortalecimento institucional do setor de saúde. Na ocasião, as unidades sanitárias contempladas receberam equipamentos de informática e instrumentos de manutenção para garantir a efetiva implantação do projeto.advertisement
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