a d v e r t i s e m e n tO Governo cabo-verdiano vai começar a conceder, já na próxima semana, apoios financeiros urgentes destinados a empresários e empreendedores afectados pela tempestade que, a 11 de Agosto, provocou nove mortos e prejuízos consideráveis na ilha de São Vicente.

As medidas, segundo o ministro da Promoção de Investimentos e Fomento Empresarial, Eurico Monteiro, incluem subvenções a fundo perdido, rendimento solidário de emergência, linhas de crédito bonificadas e apoios escalonados conforme a dimensão das empresas.

O rendimento social de emergência será de 30 mil meticais (430 dólares) por mês, durante um máximo de três meses. Operadores informais, como feirantes e pequenos agricultores, terão acesso a uma subvenção única de 50 mil meticais (720 dólares).

Os microempresários formais poderão beneficiar de apoios até 150 mil meticais (2150 dólares), enquanto as pequenas empresas poderão receber até 500 mil meticais (7150 dólares). As médias empresas terão direito a compensações entre 500 mil e 1,2 milhões de meticais (7150 a 11 mil dólares ), consoante os prejuízos apurados.

As linhas de crédito apresentarão juros bonificados até 5,5%, com prazos de amortização até 60 meses. Para as grandes empresas, o apoio será definido caso a caso, de acordo com a gravidade dos danos e o impacto económico.

“Nós estamos absolutamente convencidos de que já na próxima semana começam os desembolsos das subvenções financeiras”, declarou o ministro, após reunir-se com empresários em São Vicente.

As listas de beneficiários serão elaboradas pelas câmaras municipais, em articulação com instituições locais e com o Governo central.

Além dos danos humanos, a tempestade causou dois desaparecidos, inundações em bairros, destruição de estradas, pontes, casas e estabelecimentos comerciais, falhas no fornecimento de energia e arrastamento de veículos e bens para o mar.

Na sequência, o Governo declarou situação de calamidade por seis meses em São Vicente, Porto Novo (Santo Antão) e nos dois concelhos da ilha de São Nicolau. O financiamento será assegurado pelo Fundo Nacional de Emergência e pelo Fundo Soberano de Emergência, criado em 2019 para responder a catástrofes naturais e choques externos.

Fonte: Lusa

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