
Gonçalo Matias está na Cúpula de Impacto da IA 2026 (AI Impact Summit 2026) em Nova Delhi, organizada pelo primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, depois de outra que aconteceu em 2025 em Paris co-organizada pelo presidente francês, Emmanuel Macron, e Modi. Questionado pela Lusa, o ministro Adjunto e da Reforma do Estado fez “um balanço muito positivo” da cúpula. “Até porque nós temos aqui uma conversa que se estabelece entre aquilo que se chama o Sul Global, do qual a Índia, num certo sentido, é líder, e a Europa”, sem excluir “as grandes empresas americanas que estavam também aqui presentes”, prosseguiu o governante. “Acho que essa conversa é da maior importância porque nós hoje precisamos de parcerias”, de “encontrar projetos comuns”, reforçou. Para Gonçalo Matias, “está muito claro que a soberania digital passa por a Europa poder ter suas próprias grandes empresas, mas as empresas europeias não vão crescer sem estar em parceria com outras”. Não só com as empresas norte-americanas, que “têm tecnologia que nenhuma outra ainda conseguiu chegar, mas também a Índia, que tem grandes centros de tecnologia, com muito talento, com tecnologia muito avançada”, apontou Gonçalo Matias. Na cúpula, “pude iniciar conversas para parcerias com várias empresas indianas de tecnologia, tive uma conversa com uma associação que representa mais de 3.000 empresas na Índia de tecnologia com interesse em investir em Portugal”, disse, referindo que “muitas delas já têm investimentos em Portugal, com muitos empregos”. Nesse sentido, “é também aqui uma oportunidade grande para atrair investimento estrangeiro, de alto valor acrescentado, que nos permite também fixar em Portugal o nosso talento”, referiu Gonçalo Matias. O ministro sustentou que Portugal tem jovens muito talentosos. “Em particular nessas áreas de STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), nas áreas científicas e tecnológicas, e, portanto, atrair projetos de grande porte, seja ligados à inteligência artificial (IA), à robótica ou a outras áreas de tecnologia de ponta é muito importante” para o país, “para fixar esses empregos e para atingir o crescimento econômico, que é, no fundo, o grande objetivo deste Governo”, defendeu. Gonçalo Matias admitiu que esta cúpula acontece em uma feliz confluência entre o histórico Acordo de Livre Comércio (ALC) entre a União Europeia (UE) e a Índia e as ligações históricas de Portugal com este país. “Houve uma coincidência muito feliz entre a assinatura do Acordo de Livre Comércio” e, “obviamente, as ótimas relações históricas que existem entre Portugal e a Índia”, reforçou o ministro, que teve a ocasião hoje de “conversar brevemente com o primeiro-ministro Modi, que estava, aliás, muito entusiasmado com esta relação”, relatou. Depois, “isso se nota nos contatos com as diversas empresas, enfim, sobretudo na área tecnológica”, reforçou, setor com quem o governante manteve contatos durante a cúpula. Em resumo, “acho que é um ótimo momento e Portugal deve, sem dúvida, explorar essa relação, essa nova oportunidade que se abre agora com o Acordo de Comércio, tendo em conta as suas relações históricas e boas relações históricas que tem com a Índia”, rematou Gonçalo Matias, que disse ter sentido um grande interesse em Portugal de diversos líderes e das maiores empresas presentes. O ministro apresentou as três agendas digitais aprovadas recentemente, incluindo a Agenda de Inteligência Artificial e o Pacto de Habilidades Digitais. Leia Também: PR brasileiro alerta que uso indevido de IA põe em risco democracias
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