a d v e r t i s e m e n tA África do Sul enviou funcionários aos Estados Unidos América (EUA) para preparar as negociações comerciais após meses de tentativas de chegar a um acordo com o Governo americano para reverter as tarifas elevadas, revelou o Presidente Cyril Ramaphosa na terça-feira (9), segundo informou Reuters.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, impôs uma tarifa de 30% sobre as importações da economia mais desenvolvida de África no mês passado, depois de o Governo sul-africano ter feito várias tentativas infrutíferas para propor um acordo comercial.

“A Presidência e o Departamento de Comércio, Indústria e Concorrência enviaram representantes, que estão a preparar-se para novas negociações formais com o Governo americano, e que devem ocorrer dentro de poucos dias”, afirmou o governante ao Parlamento.

O Presidente da África do Sul salientou que as autoridades sul-africanas reunir-se-ão com representantes do Governo de Trump, legisladores e figuras do mundo dos negócios em Nova Iorque e Washington.

Nos dias que antecederam a implementação das tarifas, autoridades sul-africanas afirmaram que Washington não havia respondido às suas propostas nem se tinha apresentado à mesa das negociações. Há um mês, as entidades apresentaram uma proposta revista para um acordo comercial.

Ramaphosa sublinhou que a vantagem da África do Sul são os seus recursos naturais, especialmente os minerais críticos, e que as discussões com os EUA estão a girar em torno disso.

“Mesmo que queiramos exportar os minerais críticos, queremos que eles saiam da África do Sul como produtos acabados… Esse é o tipo de discussão que estamos a ter”, afirmou.

A relação da África do Sul com os EUA atingiu um ponto baixo diplomático este ano devido a uma série de questões, incluindo as acusações infundadas do Presidente americano de perseguição contra a minoria branca. Essas alegações levaram à criação de um programa de refugiados para sul-africanos brancos.

O ministro da Agricultura, John Steenhuisen, disse à Reuters no mês passado que, para garantir tarifas mais baixas, a África do Sul talvez precise de abordar algumas das críticas de Trump, incluindo a sua oposição às leis de acção afirmativa destinadas a corrigir a discriminação racial da era do apartheid.

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