Angola está a trabalhar num Plano Director para o Corredor do Lobito, que prevê criar uma entidade de promoção de investimentos estratégicos e de desenvolvimento económico ao longo do eixo ferroviário, anunciou nesta segunda-feira (27) o ministro dos Transportes, Ricardo Viegas d’Abreu. De acordo com a Lusa, o ministro falava aos jornalistas à margem da 3.ª Cimeira sobre o Financiamento para o Desenvolvimento das Infra-Estruturas em África, na qual explicou que o plano se enquadra no programa Diversifica+, voltado para a diversificação económica e apoiado pelo Banco Mundial, “olhando para a dimensão económica” do corredor. “Já não estamos a falar de um corredor de infra-estruturas, estamos a falar de um corredor de desenvolvimento económico, para tirar proveito das oportunidades de outros sectores da economia — agro-negócio, indústria, serviços, turismo, educação, etc.”, afirmou o ministro.advertisement O governante adiantou que o plano “já está em curso”, e que a primeira fase, relativa ao modelo de governação do Corredor do Lobito, já foi concluída. Ricardo d’Abreu explicou ainda que será criado um ‘ente corporativo’ responsável por desenvolver investimentos estratégicos ao longo do corredor, incluindo a criação de zonas francas e económicas especiais destinadas a impulsionar negócios e atrair investimento privado. “O objectivo é promover a empregabilidade, as exportações e a diversificação económica”, sublinhou Ricardo Viegas d’Abreu. O ministro acrescentou que, embora o pacote de financiamento da Lobito Atlantic Railway (LAR) — o consórcio que detém a concessão do corredor, composto pela Mota-Engil, Trafigura e Vecturis — ainda não esteja totalmente fechado, o Executivo “está satisfeito” com o progresso alcançado, destacando que os accionistas privados já investiram cerca de 300 milhões de dólares na melhoria das infra-estruturas e na aquisição de material circulante.
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