
O secretário de Estado do Planeamento e do Desenvolvimento Territorial, Hélder Reis, defendeu esta sexta-feira que há condições para Portugal garantir um “término com excelência” do Plano de Recuperação e Resiliência, numa altura em que a execução do plano se aproxima a data-limite de execução. “Os resultados alcançados reforçam essa convicção e dão-nos força para acreditar que é possível”, assegurou. O secretário de Estado fala assim no encerramento de um evento da estrutura de missão Recuperar Portugal, entidade que gere e coordena o PRR em Portugal, que teve como foco a terceira reprogramação apresentada pelo Governo a Bruxelas no final de outubro e que esta sexta-feira recebeu “luz verde” do Conselho Europeu. A pouco mais de 270 dias para terminar o prazo para executar o PRR, o governante considera que, com o novo plano revisto – que deixou cair 311 milhões em empréstimos e levou à redução de investimentos que estavam atrasados, nomeadamente nas respostas sociais e Serviço Nacional de Saúde (SNS) –, o país pode ter a “determinação” e “confiança” de que o PRR será cumprido. E, dirigindo-se “aqueles que, ao longo do tempo, duvidaram”, reiterou que o Governo está “empenhado” numa execução a 100%. Para o secretário de Estado, este é o momento de “reafirmar o compromisso de unir energias e de avançar com clareza e confiança”. “Estar a um passo da meta não significa apenas concluir a tarefa, significa honrar tudo o que fizemos até agora. Significa reconhecer a força coletiva que nos trouxe até aqui e significa sobretudo perceber que este último passo exige, no mínimo, a mesma determinação que nos guiou desde o início”, disse. “Estar um passo da meta é reconhecer que muito foi feito, mas também assumir que o último esforço é, frequentemente, o mais determinado. É nesta etapa final que se reafirma o compromisso com os valores que nos orientam, rigor, transparência, serviço público e a visão para um futuro melhor”, argumentou Hélder Reis. Hélder Reis sublinhou que, até ao momento, já decorreu 88% do prazo para executar o PRR e que é importante aproveitar os restantes 12% para concretizar o que ainda falta em reformas e investimentos que ainda faltam. Dos 21,9 mil milhões a que tem direito, o país já recebeu mais de 60% e, com os próximos pedidos de pagamento deverá conseguir, segundo o Governo, uma absorção integral das verbas do PRR. Do montante já recebido, “cerca de 80%” foi já pago aos beneficiários. “O que está prestes a ser alcançado representa não apenas um resultado, mas um investimento no bem-estar coletivo, na melhoria de condições de vida das nossas populações dispersas por um território heterogéneo, no desenvolvimento territorial e na construção de melhores oportunidades para as gerações futuras”, rematou.
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