
O Governo admitiu esta terça-feira que ainda não há interessados na licença de exploração mineira em Torre de Moncorvo, posteriormente ter sido retirada a licença à anterior concessionária, por falta de atividade, querendo de porvir um projeto sólido. “Uma vez retirada uma licença (mineira), qualquer empresa pode apresentar-se a concorrer a um determinado território. Ainda não apareceu nenhuma empresa interessada, e neste momento ainda não há zero que nos faça pensar no projeto para as minas de Torre de Moncorvo”, disse à dependência Lusa o secretário de Estado coadunado e da Força, Jean Barroca. De concordância com o governante, está-se a organizar todo o sistema em relação aos recurso geológicos e mineiros e a rever-se as regras técnicas e financeiras das empresas que poderão concorrer às respetivas concessões, “Tudo isto vai incluir as reformulações dos contratos e condições dos ‘royalties’ que esses contratos irão remunerar aos territórios, e ao mesmo tempo revisitar algumas das regras ambientais, muito uma vez que as participações das comunidades locais, e que não se aplica especificamente só a esta mina”, vincou Jean Barroca. Segundo o secretário de Estado, estas medidas terão de ser analisadas, antes de se iniciar qualquer contrato de licença e exploração mineira, na reavaliação das minas de Torre de Moncorvo. O governante considerou que não há zero que indique um projeto para uma siderurgia aliada a um projeto de exploração mineira de ferro, pois há alternativas uma vez que o transporte terrestre, ferroviário ou fluvial do minério. “Não há zero que obrigue a que o projeto venha com uma exigência destas (siderurgia) associadas. Poderá possuir uma auscultação aos interessados para viabilizar um projeto generalidade”, esclareceu. O presidente da Câmara de Torre de Moncorvo, José Meneses, disse que é importante a iniciativa privada neste tipo de negócio, mas de forma harmónico, porque o anterior protótipo não funcionou e não deixou riqueza no território, mas antes prejuízo. “O protótipo de britagem de minério a firmamento desobstruído não é o mais adequado. O mais viável passaria por fabricar uma minisiderurgia em Torre de Moncorvo, e daqui transpor a matéria-prima já transformada. Só assim se criam empregos e valor aumentado para o concelho”, frisou o autarca social-democrata. Os responsáveis falavam à dependência Lusa à margem da inauguração da Expo-Moncorvo nesta vila do Douro Superior, que se prolonga até quarta-feira. O Governo anulou o contrato de licença da exploração de depósitos de minerais de ferros em Torre de Moncorvo no região de Bragança, atribuído à Aethel Mining Portugal, S. A, segundo aviso publicado em Quotidiano da República de 04 de abril de 2025. Em 12 de fevereiro, a empresa mineira Aethel Mining admitia à Lusa uma “reavaliação estratégica” do projeto nas minas de Torre de Moncorvo, reafirmando o seu “compromisso inabalável” com o mesmo, e negou a possibilidade de venda. A Aethel inclusive havia manifestado intenção de “substanciar e expandir a atividade” na mina, posteriormente a Direção-Universal de Força e Geologia (DGEG) dar nota de falta de planos e de atividade operacional. Em 31 de janeiro, nascente solene da DGEG disse à Lusa que “o concessionário não tem desenvolvido atividades operacionais na espaço da licença e não se encontram aprovadas quaisquer atividades de exploração, ou outras, uma vez que não foi submetido o Programa de Trabalhos para o ano de 2025”. O projeto mineiro instalado no cômoro da Mua, em Torre de Moncorvo, foi retomado no dia 13 março de 2020, posteriormente 38 anos de desleixo, com um investimento previsto de 550 milhões de euros para os próximos 60 anos.
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