O Governo anunciou a disponibilização de 2 milhões de dólares para financiar micro e pequenas empresas nas províncias de Niassa e Cabo Delgado, no âmbito da 7.ª edição do Fundo Catalítico para Inovação e Demonstração (FCID).

De acordo com um comunicado, o anúncio foi feito esta sexta-feira (20), em Lichinga, pelo ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, durante a cerimónia de lançamento da Linha de Subvenções Comparticipadas do Conecta Negócios.

Segundo o governante, trata-se de uma intervenção territorialmente dirigida, concebida para reforçar a capitalização empresarial e dinamizar as economias locais. “Estamos a colocar à disposição do sector privado destas duas províncias 2 milhões de dólares, para apoiar iniciativas empresariais com capacidade real de gerar emprego, rendimento e dinamização das economias locais”, declarou.

O financiamento assume a forma de subvenção comparticipada, podendo o Fundo cobrir até 90% do investimento elegível, cabendo às empresas assegurar pelo menos 10% de capital próprio. Para o ministro, este modelo reforça a responsabilidade empresarial e evita a lógica assistencialista. “Não vamos distribuir ou oferecer dinheiro. Vamos investir estrategicamente no futuro produtivo de Niassa e Cabo Delgado”, sublinhou.

As microempresas poderão beneficiar de apoios entre 15 mil dólares e 25 mil dólares, enquanto as pequenas empresas terão acesso a montantes entre 15 mil dólares e 50 mil dólares.

A linha de financiamento está orientada para sectores com elevada capacidade de geração de emprego e forte ligação às economias locais, nomeadamente agro-negócio, turismo sustentável, produção alimentar e pesqueira, apicultura, serviços de mecânica e electricidade-auto, carpintaria, estaleiros de construção, transportes, oficinas de costura e pequenos negócios locais.

“Não vamos distribuir ou oferecer dinheiro. Vamos investir estrategicamente no futuro produtivo de Niassa e Cabo Delgado.”Salim Valá – Ministro da Planificação e Desenvolvimento

De acordo com o governante, o Fundo Catalítico não é apenas um mecanismo financeiro, mas um instrumento de política económica alinhado com a Estratégia Nacional de Desenvolvimento 2025-44 e com o Programa Quinquenal do Governo 2025-29. “Sem uma base empresarial forte, não há transformação estrutural da nossa economia”, afirmou.

O ministro destacou ainda que Niassa e Cabo Delgado enfrentam desafios específicos, incluindo baixa densidade empresarial formal e limitado acesso ao crédito bancário, mas dispõem de elevado potencial produtivo, sobretudo na agricultura, recursos florestais, minerais e turismo.

“Em territórios com menor densidade empresarial, o investimento produtivo tende a apresentar um efeito multiplicador mais elevado, ao activar cadeias locais, gerar emprego directo e indirecto, aumentar o rendimento das famílias e promover formalização económica”, frisou.

As candidaturas serão submetidas digitalmente, e os projectos estarão sujeitos a avaliação técnica e monitoria contínua. “Dinheiro público exige prestação de contas. A confiança constrói-se com resultados”, enfatizou o governante.

O Fundo Catalítico integra um conjunto mais amplo de instrumentos financeiros em operacionalização pelo Executivo, incluindo o Fundo de Desenvolvimento Económico Local, o Fundo de Garantia Mutuária, o Fundo de Recuperação Económico e o processo de constituição do Banco de Desenvolvimento.

Ao encerrar a cerimónia, o ministro apelou aos empresários para apresentarem projectos sólidos e sustentáveis. “O Estado confia em vós. Cabe-vos demonstrar que esta confiança gera resultados. Transformem cada metical investido em emprego, produtividade e exemplo para todo o País”, concluiu.a d v e r t i s e m e n t

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