advertisemen tO ministro das Finanças da África do Sul, Enoch Godongwana, alertou que África enfrenta um “declínio preocupante” na ajuda externa destinada ao sector da saúde. Para responder a este desafio, defendeu que os países africanos devem reforçar os seus mecanismos internos de financiamento. Durante a sua intervenção, o governante sugeriu que a solução passa por aumentar a arrecadação interna de receitas, incluindo através de impostos sobre produtos como o tabaco e o álcool. Para o ministro, esta medida pode ajudar a reduzir a vulnerabilidade do continente. Numa conferência da União Africana, realizada esta quinta-feira, 2 de Outubro, em Joanesburgo, Enoch Godongwana destacou que a saúde em África enfrenta “uma série de crises múltiplas”. A situação exige, segundo disse, novas estratégias de sustentabilidade. O ministro avançou que é urgente que o continente “assuma a responsabilidade de reforçar a resiliência do nosso financiamento da saúde.” A ideia central passa por não depender exclusivamente de apoios vindos do exterior. O responsável realçou ainda que a ajuda internacional “se está a tornar menos fiável” e, por isso, não deve continuar a ser a principal base de financiamento da saúde em África. O continente precisa, afirmou, de soluções próprias e duradouras. A intervenção do ministro das Finanças sul-africano sublinhou a necessidade de mudanças estruturais na forma como os Governos africanos encaram o financiamento da saúde. O apelo é claro: “África deve investir mais em si própria para enfrentar os desafios do futuro”, concluiu o governante. Fonte: SABC News
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