advertisemen tO Governo da Zâmbia espera chegar a um acordo sobre os termos da reestruturação da dívida com o Banco Africano de Exportação-Importação (Afreximbank), mesmo que o assunto esteja em arbitragem, noticiou, nesta quinta-feira (29), a Reuters. A Zâmbia, que entrou em incumprimento em 2020, chegou a acordo com os credores relativamente a 94% da dívida que pretende reestruturar, mas o secretário do Tesouro Nacional, Felix Nkulukusa, afirmou que o Governo acredita que os restantes 6% da dívida serão resolvidos “muito em breve”. O país deve ao Afreximbank cerca de 45 milhões de dólares e 555 milhões de dólares ao Trade Development Bank, de acordo com o think tank Overseas Development Institute. “Continuamos a discutir (com o Afreximbank) e acreditamos que a questão pode sair da arbitragem e que seremos capazes de resolvê-la”, disse Nkulukusa num evento na capital Lusaca. O difícil caminho do país da África Austral para sair do incumprimento da dívida está preso numa disputa mais ampla sobre se as “pequenas multilaterais” africanas devem assumir as perdas dos seus empréstimos. Em Outubro do ano passado, o governante destacou que uma terceira parte tinha manifestado interesse em assumir a dívida do Afreximbank como forma de sair da disputa, mas não mencionou essa proposta nesta quinta-feira. O Governo do Gana anunciou uma “resolução” do seu empréstimo muito maior, de 750 milhões de dólares, com o Afreximbank em 25 de Dezembro. Fontes disseram à Reuters que o Clube de Paris, grupo de credores oficiais, aceitou o acordo, uma medida que só seria possível se o banco assumisse o prejuízo do empréstimo. Nkulukusa apontou esse acordo como um sinal de esperança. “O que é encorajador é que agora vimos que em Gana, onde o Afreximbank tem uma grande exposição, há algum acordo sobre como essa reestruturação pode ser feita”, sublinhou o responsável, acrescentando que “na Zâmbia, a exposição é muito pequena e acreditamos que seremos capazes de alcançá-la”. Esta semana, a Fitch rebaixou o Afreximbank para junk devido a um perfil de risco mais elevado. Também retirou as notações futuras depois do banco ter cortado os laços com a agência.

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