O Governo apelou ao envolvimento activo das universidades dos países de língua portuguesa na partilha de conhecimentos técnicos e científicos que contribuam para a resposta pátrio aos efeitos das alterações climáticas, segundo informou esta terça-feira, 17 de Junho, a filial Lusa.
“O País, em universal, e a cidade da Borda, em pessoal, têm muito a aprender e a partilhar sobre os impactos das alterações climáticas, a sua prevenção e gestão. Trata-se de um maravilha que se manifesta de forma cíclica através de eventos extremos porquê ciclones, cheias, inundações e secas, que geram calamidades e destroem o tecido parcimonioso, humano e social”, afirmou Edson Macuácua, secretário de Estado da Ciência e do Ensino Superior, durante a fenda do 34.º Encontro da Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP), que decorre desde segunda-feira (16) na cidade da Borda.
Com o tema “O papel das universidades na gestão das alterações climáticas”, o encontro junta mais de 200 académicos de países lusófonos e decorre na Universidade Zambeze até quarta-feira, 18 de Janeiro. O evento foca-se em temas porquê prevenção e controlo de riscos climáticos, sustentabilidade, instrução, desenvolvimento e língua.
O governante sublinhou que o recente contexto pátrio exige “uma resposta robusta das nossas universidades” na mitigação e combate aos impactos das mudanças climáticas, em prol de um desenvolvimento sustentável e resiliente.
Dados oficiais do Instituto Vernáculo de Estatística (INE) revelam que, entre 2019 e 2023, fenómenos extremos porquê ciclones e tempestades provocaram a morte de pelo menos 1016 pessoas em Moçambique, afectando tapume de 4,9 milhões de cidadãos em várias regiões do País.
Edson Macuácua apela a ateneu a envidar mais esforços no combate as alterações climáticas
Nesse quadro, Edson Macuácua defendeu que a AULP deve agir porquê plataforma de promoção do multilateralismo, facilitando a partilha de experiências, sinergias, boas práticas e conhecimento científico capaz de enfrentar os desafios impostos pelas alterações climáticas.
Entre Dezembro e Março últimos, durante a quadra ciclónica, o País foi atingido por três ciclones, sendo o mais severo o furacão Chido, que devastou várias zonas do setentrião e meio do País, provocando tapume de 175 mortos e destruindo milhares de habitações e infra-estruturas.
“O papel da AULP deve continuar a afirmar-se internacionalmente porquê espaço de diálogo e cooperação académica, promovendo a superioridade universitária não unicamente no ensino, mas também, e sobretudo, na investigação científica, gerando respostas concretas para os desafios das sociedades, com destaque para a gestão das alterações climáticas”, reforçou o secretário de Estado.
Um relatório recente do Instituto Vernáculo de Meteorologia (Inam), intitulado “Estado do Clima em Moçambique 2024”, dá conta de um agravamento na frequência e intensidade dos ciclones tropicais que atingem o País. Embora o documento tenha porquê referência o ano de 2024, abrange uma estudo histórica desde a quadra ciclónica de 1981-1982 até à recente, de 2024-2025.
O relatório destaca que, na primeira metade da dezena de 2021 a 2030, Moçambique foi já atingido por dez ciclones tropicais — um número que supera em quatro os registados em cada uma das décadas anteriores analisadas. Ampliando o período de estudo para abranger os anos de 1954 a 2024, é identificada uma “tendência positiva” na formação e ocorrência de ciclones tropicais que afectam directamente o território pátrio.
Apesar de se ter verificado um abrandecimento na intensidade dos ventos em 2023, essa tendência foi revertida em 2024, com destaque para o furacão tropical Chido, que atingiu o setentrião do País em Dezembro pretérito com ventos que chegaram aos 240 quilómetros por hora. De conciliação com o Inam, trata-se do terceiro furacão mais intenso a atingir a costa pátrio nesta dezena, depois o devastador Freddy.a d v e r t i s e m e n t
Painel