a d v e r t i s e m e n tO Governo admitiu estar a reforçar “o grau de prontidão” para evitar novos ataques extremistas nas províncias de Nampula, Cabo Delgado e Niassa, na região norte de Moçambique, admitindo que ainda prevalecem desafios para a protecção das comunidades.

Falando no Parlamento, durante a sessão de perguntas e respostas dos deputados, o ministro da Defesa, Cristóvão Chume, afirmou que as autoridades estão a privilegiar uma estratégia holística e integrada que conjuga intervenções nos domínios militar, humanitário, de desenvolvimento e de cooperação internacional.

O governante prometeu que o Executivo vai continuar a reforçar as Forças de Defesa e Segurança (FDS), ao mesmo tempo que vai impulsionar estudos e pesquisas que visam aprofundar a compreensão sobre a arquitectura que envolve o grupo extremista, o que inclui a sua cadeia de logística e de financiamento, as suas lideranças, intenções e o modo operacional.

“Moçambique quer continuar a privilegiar a cooperação multilateral para combater o terrorismo, incluindo a aquisição de material militar. No Teatro Operacional Norte (TON), estamos em sede de uma agressão externa protagonizada por um sindicato de terrorismo internacional, o que torna o cenário bastante complexo, tendo em conta que o terrorismo transnacional é um fenómeno híbrido e difuso”, sublinhou. 

Cristóvão Chume avançou ainda que “a realidade do grupo terrorista, no TON, é análoga a todos os outros que operam na região subsaariana, cujo denominador comum reside nos aspectos de volatilidade, no tempo e no espaço, sobretudo o aproveitamento de algumas vulnerabilidades locais para se estabelecerem.”

Recentemente, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) fez saber que mais de 66 mil pessoas fugiram de dois postos administrativos em Memba, na província de Nampula, norte de Moçambique, devido ao alastramento dos ataques de grupos terroristas.

“Confirma-se o deslocamento de 13 131 famílias, cerca de 66,1 mil pessoas, entre os dias 16 e 22 de Novembro, do distrito de Memba para o de Eráti, ambos em Nampula. A população, composta também por mulheres grávidas e crianças, fugiu dos postos administrativos de Mazua e Chipene que estão próximos à vizinha província de Cabo Delgado”, esclareceu a entidade através de um relatório.

Desde Outubro de 2017, Cabo Delgado – província rica em recursos naturais, nomeadamente gás – tem sido palco de uma insurgência armada que já provocou milhares de mortos e originou uma crise humanitária com mais de um milhão de deslocados internos.

Em Abril, os ataques alastraram também à vizinha província do Niassa. Um dos episódios mais graves ocorreu na Reserva do Niassa e no Centro Ambiental de Mariri, no distrito de Mecula, onde grupos armados não estatais atacaram instalações, roubaram bens, destruíram acampamentos e uma aeronave do parque. Estes actos resultaram na morte de, pelo menos, duas pessoas, e levaram à deslocação de mais de dois mil indivíduos, dos quais 55% crianças.a d v e r t i s e m e n t

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