a d v e r t i s e m e n tO Governo cabo-verdiano informou que todas as estradas nacionais da ilha de São Vicente, afectadas pela tempestade que provocou nove mortos, já estão transitáveis, embora com algumas restrições, noticiou a Lusa, nesta quarta-feira, 20 de Agosto.

Segundo o Ministério das Infra-estruturas, Ordenamento do Território e Habitação, “têm sido feitos trabalhos de limpeza de escombros, desentupimento de fossas, reparação de estações de bombagem e avaliação de casas em encostas, para restabelecer acessos e garantir segurança às populações.”

Os acessos ao aeroporto de São Vicente e às localidades de São Pedro, Baía das Gatas e Salamansa, um dos mais afectados, já foram restabelecidos. Em vários bairros as ruas já foram reabertas.

Paralelamente, avançam medidas sociais de apoio às famílias afectadas, incluindo rendimentos e pensões de emergência, realojamento temporário, subsídio ao arrendamento, reabilitação de moradias e atribuição de casas sociais a agregados em situação de vulnerabilidade.

A porta-voz do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB), Vitória Veríssimo, adiantou nesta quarta-feira que a empresa de electricidade e água Electra aumentou a produção em São Vicente para 7800 metros cúbicos por dia e continua a recuperar as restantes bombas de captação.

As cheias de há uma semana deixaram bairros inundados, destruíram estradas, pontes e estabelecimentos comerciais, afectaram o abastecimento de energia e provocaram nove mortos.

O ministro da Administração Interna, Paulo Rocha, destacou que há agora dois desaparecidos, depois de uma mulher com perturbações mentais não ter sido vista desde a tempestade.

O Governo declarou situação de calamidade por seis meses em São Vicente, Porto Novo (Santo Antão) e nos dois municípios de São Nicolau, e aprovou um plano estratégico de resposta que prevê apoios de emergência às famílias e actividades económicas, incluindo linhas de crédito bonificado e verbas a fundo perdido.

As medidas serão financiadas pelo Fundo Nacional de Emergência e pelo Fundo Soberano de Emergência, criado em 2019 para responder a catástrofes naturais e choques externos.

Na sexta-feira (15), um navio da Marinha portuguesa atracou em São Vicente com 56 militares, equipamentos para remoção de escombros, uma dessalinizadora para o hospital, drones para recolha de imagens aéreas e equipas de mergulhadores para apoiar a população.

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