a d v e r t i s e m e n tO Governo de Cabo Virente anunciou um projecto estratégico de resposta face à devastação causada pela tempestade de segunda-feira (11), com nove mortos, um perdido e 251 famílias afectadas, que perderam quase todos os seus bens, noticiou a Lusa.

Numa notícia ao país na Praia, seguida de uma conferência de prensa que juntou três ministros, o primeiro-ministromUlisses Correia e Silva afirmou que, “de inesperado, o Governo utilizará os recursos do Fundo Vernáculo de Emergência”, criado em 2019, precisamente para responder a situações de catástrofes naturais ou impacto de choques económicos externos.

O governante sublinhou que o projecto estratégico de resposta contempla apoios de emergência às famílias, mas também às actividades económicas, com apoios, linhas de crédito com juros bonificados e verbas a fundo perdido, justificando a decisão com o “quadro dramático, extraordinário”.

Às famílias das vítimas e de desaparecidos será atribuído um rendimento social emergencial temporário no valor mensal de 265 dólares, sendo depois substituído por uma pensão.

Ulisses Correia e Silva enumerou ainda um conjunto de medidas que contemplam o realojamento temporário, suporte ao arrendamento e reparação de casas, muito uma vez que a construção e atribuição de moradias sociais a famílias cujas habitações foram danificadas ou em situação de instabilidade habitacional.

Os apoios prevêem também “o aproximação à prestação de serviço de cuidados às famílias com pessoas dependentes, crianças, adolescentes, idosos, com deficiência ou com doenças crónicas”.

O projecto abrange também “medidas de protecção à operosidade económica”.

Por um lado, o Governo de Cabo Virente vai continuar com a atribuição de um rendimento solidário de emergência de 318 dólares mensais, por um período de três meses, dirigido ao sector do negócio, pescas, lavradio e pecuária, que irão ainda beneficiar de uma “subvenção financeira a fundo perdido, com aproximação preferencial a empréstimos com juros bonificados”, sem que tenha sido avançado para já o montante das linhas de crédito.

Para as micro, pequenas e médias empresas, Ulisses Correia e Silva prometeu que será criada também uma “risca de crédito emergencial com bonificação de juros, garantia do Estado e licença de subvenção a fundo perdido”, para além de benefícios fiscais.

Por término, o primeiro-ministro anunciou que vai arrancar um programa de reforço de segurança sanitária e outro devotado à reparação e reconstrução de infra-estruturas, abrangendo “estradas, ruas, muros, equipamento e mobiliário urbano, infra-estruturas desportivas, redes de chuva, saneamento e electricidade, edifícios, orla marítima, praias, sistemas de drenagem de chuva pluviais e protecção de encostas”.

De conformidade com dados avançados pelo ministro da Governo Interna, Paulo Rocha, 251 famílias perderam a quase totalidade dos bens, 146 registam danos parciais nas casas, 17 agregados familiares perderam as suas habitações e 124 pessoas foram retiradas de zonas de risco de desabamento

Segundo o governante, o esforço de reconstrução – que conta com a verba já anunciada do Banco Mundial de 10 milhões de dólares ao abrigo de um programa de cooperação – terá em conta riscos de catástrofes naturais. “Vamos reconstruir para permanecer ainda melhor, com maior resiliência”, assegurou.

De conformidade com dados avançados pelo ministro da Governo Interna, Paulo Rocha, 251 famílias perderam a quase totalidade dos bens, 146 registam danos parciais nas casas, 17 agregados familiares perderam as suas habitações e 124 pessoas foram retiradas de zonas de risco de desabamento.

O Governo declarou a situação de calamidade nos municípios de São Vicente (ilhéu de São Vicente), Porto Novo (ilhéu de Santo Antão) e Ribeira Brava e Tarrafal de São Nicolau (ilhéu de São Nicolau). São Vicente foi a ilhéu mais atingida e onde se registaram os nove mortos, encontrando-se ainda uma mulher desaparecida.

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